Quarta-feira, Outubro 21, 2009

NÃO SABIA?


“3 casos de Gripe A na escola do filho de Marisa Cruz.”
Manchete desta manhã do diário mais vendido em Portugal, o Correio da Manhã.
Perante esta notícia tão importante para os nossos cidadãos, este blog informa também, não vá o povo português pensar que em relação àquela notícia se trata de um caso isolado, há outras situações idênticas nas escolas dos filhos do Carlos, do Pedro, do António José, do Francisco Pires, do Carlos Albuquerque, do Manuel da Costa, da Maria José, do José Alberto, do Carlos Rodrigues, de outros mais e até do famoso Jacinto Leite Capelo Rego. Continuaremos a nossa investigação por outras escolas do país e daremos a notícia após a confirmação de outros que venham a surgir. Mantenha-se atento, nunca se sabe se na escola do seu filho não haverá também algum caso de Gripe A.

Domingo, Outubro 18, 2009

OS PAROLOS

Pelos vistos foram muitos os que ficaram ofendidos, depois de divulgado um vídeo caseiro pelas estações de televisão, com a actriz brasileira Maité Proença a ridicularizar pormenores sem qualquer tipo de significado relativos a situações que ela teve oportunidade de presenciar e que mais tarde mostrou num programazeco de entretenimento no Brasil. O referido vídeo não tem qualquer interesse e nem sequer graça alguma e só alguns pacóvios se podem sentir ofendidos com o material exibido. Não tem qualquer tipo de importância que merecesse a polémica gerada. Os ofendidos talvez sejam os mesmos que acharam natural este país permitir que fosse eleito para a Presidência de uma grande Câmara Municipal, um candidato condenado na primeira instância a 7 anos de prisão por corrupção e gestão danosa. Será que uma tal eleição promove as virtudes de Portugal? Parece afinal que em cada um de nós existe um sentimento de que há sempre um esperto que merece o nosso aplauso quando ele consegue ludibriar o Estado. A Maité Proença não nos conhece suficientemente bem e perdeu a oportunidade de mostrar aos cidadãos do seu país o nosso pior que por sinal neste aspecto também é muito semelhante ao dos brasileiros. Se as verdadeiras vergonhas que assolam os países fossem alvo de tanto destaque e discussão acesa talvez fossemos melhores cidadãos.



Sábado, Outubro 17, 2009

MARADONA, O MAIOR DE SEMPRE

"Que la chupen! A los que no creyeron... con perdón de las damas, que me la sigan chupando".
Ficámos na dúvida se Diego Maradona se estava a referir aos jornalistas argentinos que o contestam como treinador da selecção ou, se por acaso ele não teria visto na RTP Internacional e, dirigia estas palavras aos jornalistas portugueses que participaram no últmo debate do Prós e Contras.

Terça-feira, Outubro 06, 2009

MUNDO JUSTO

Sentamo-nos refastelados no sofá a olhar minimamente atentos para a televisão. Vemos e ouvimos certos políticos, certos comentadores e certos jornalistas. Eles sabem, conhecem e têm a solução para os nossos problemas. Tiramos uma conclusão, o Mundo não é assim tão imperfeito como o pintam, é justo, todos morrem. Imagine-se uma sociedade em que os filhos da puta sobrevivessem eternamente.

Domingo, Setembro 13, 2009

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

O resultado do debate entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates ontem à noite fez recordar aquele verificado muito recentemente entre o Benfica e o Vitória de Setúbal em que os encarnados venceram por 8-1.

Sócrates fez da Senhora “gato,sapato”.

Diz a maioria dos comentadores do sistema que, a Drª Manuela Ferreira Leite não tem dons oratórios e muito jeito para a política. Puro engano, ela tem convicções e é política apesar da sua falta de visão de uma sociedade de futuro desenvolvida. O problema que a líder do PSD enfrenta nestas eleições é o de ter que concorrer contra um líder de um outro partido que fez nestes últimos 4 anos de governação exactamente aquilo que o seu partido mais defende, o fortalecimento em Portugal do sistema neoliberal. José Sócrates fomentou o trabalho precário nas empresas, aprovou um código de trabalho aplaudido unicamente pelos empresários e apoiou o ex-líder do PSD, Durão Barroso para a Presidência da Comissão Europeia. Como pode então Manuela Ferreira Leite lutar e atacar esta política? Durante estes 4 anos a direita portuguesa teve alguém que tomou conta dos seus interesses, e tanto assim é que só agora à porta de novas eleições o PS de Sócrates tenta com a sua estratégia cativar a esquerda desiludida porque, a direita não foi minimamente beliscada nos seus interesses e não se importa até que Sócrates se mantenha no poder. Quando José Sócrates tomar posse novamente como Primeiro-Ministro e ficar liberto do julgamento popular estarão de regresso as políticas neoliberais porque, este líder do PS sempre demonstrou, perante o poder económico e os poderosos, uma submissão confrangedora. A sua linguagem por agora de esquerda é apenas estratégica para caçar os votos daqueles que mais foram prejudicados durante a sua governação. Conclusão, Manuela Ferreira Leite não brilha porque não tem espaço. O actual PS ocupou-o. O debate de ontem demonstrou-o.

Sábado, Setembro 12, 2009

TESTE

Este é um exercício para você testar a sua atenção aos últimos desenvolvimentos da política nacional.

Tente acertar nas respostas. A que líderes partidários se adequam as seguintes frases:

1- Não basta falar verdade é preciso falar claro. São precisos mais mil polícias e respectivos cassetetes.

2- Aqui estou asfixiada. Na Madeira é que me sinto mais aliviada.

3- Os ricos que paguem a crise

4- Detesto as Manuelas deste país.

5- Com o Cunhal nos debates vocês não faziam farinha

Verifique agora as soluções:

1- Paulo Portas

2- Manuela Ferreira Leite

3- Francisco Louça

4- José Sócrates

5- Jerónimo de Sousa

Se acertou 5, você está feito com eles.

Se acertou 4, é porque já não se lembra quem era o Cunhal.

Se acertou 3, você é daqueles que não quer de novo a Aliança Democrática PSD/CDS.

Se acertou 2, é sinal de que não quer nada com a esquerda. O Salazar é o seu ídolo.

Se acertou 1, que saudades você tem do verão de 75.

Se não conseguiu acertar numa única você não quer saber da República e quer o regresso à Monarquia.

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

FPF NO SEU PIOR

São os pequenos pormenores que caracterizam a eficiência e a qualidade das instituições e dos serviços de um país. Portugal em termos gerais neste aspecto deixa muito a desejar. Um exemplo, a sede da Federação Portuguesa de Futebol. Fica ali na Praça da Alegria em Lisboa. Tem duas montras e dentro delas simplesmente nada a não ser pó e algumas moscas mortas. Como é possível que ninguém tenha uma simples ideia para decorar minimamente aquelas montras? Bastaria para tal a exposição de alguns troféus conquistados pelo futebol português ou mesmo de algumas fotos das seleções nacionais. O que faz toda aquela chularia que “mama” na FPF? Com meia dúzia de euros, dedicação, competência e algum bom gosto as nossas instituições poderiam ter outro aspecto muito mais atractivo e arrumado. Aquilo é uma vergonha, e quando as montras se apresentam assim imagine-se o resto.

Sábado, Agosto 22, 2009

INTERINVENÇÕES

Segundo o Banco de Portugal e a opinião do governo Sócrates, a economia portuguesa começa a dar sinais de melhoria e recuperação. Perante este cenário recordo um conto narrado pelo escritor Mia Couto. Um dia a televisão de Moçambique promoveu em reportagem um inquérito popular com vista ao balanço da aplicação do lema de governação “Por um futuro melhor”. A pergunta era:

“Sente que a sua vida está a melhorar?”

Um cidadão respondeu:

“Está a melhorar, sim senhor. Mas está a melhorar muito mal.”

Domingo, Agosto 09, 2009

IMPERDOÁVEL

Raul Solnado é daquelas pessoas que nos custa muito ver morrer tão só, porque ele nos encantou como poucos ao longo das nossas vidas e também, porque sabemos que para além de um excelente artista era um bom homem.

Foi confrangedor no dia da sua morte assistir na televisão aos programas que pretenderam prestar-lhe uma homenagem sobretudo por parte da RTP, a estação pública detentora de um imenso arquivo com a história artística do Raul. Não é admissível, sabendo-se do estado de saúde débil de Solnado nos últimos tempos que, a RTP não tenha praticamente aprontado um documentário sobre a vida e obra de um actor tão importante da nossa história contemporânea. Quem nos dera que a RTP nesta triste hora engrandecesse a memória do Raul Solnado como ele engrandeceu a história da televisão pública.



Sexta-feira, Julho 03, 2009

O ADEUS A MANUEL PINHO


Gostar de ti é um poema que não digo

Que não há taça amor para este vinho

Não há guitarra nem cantar amigo

Não há flor não há flor de verde pinho.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

SIMPLES

Sentados no sofá assistimos às movimentações dos políticos, lobbies e negócios. Ficamos a saber que a Prisa é uma empresa espanhola que detém a Media Capital que por sua vez é maioritária da estação de televisão que dá pelo nome de TVI. Dizem-nos que grupos angolanos querem adquirir 30% das acções do grupo Impresa que é dona de outra estação de televisão generalista portuguesa, a SIC. Livre ainda do capital estrangeiro parece estar a RTP. Talvez por pouco tempo e segundo a vontade de alguns que podem a qualquer momento ter poder de decisão. Pacheco Pereira é um dos ideólogos do PSD que prepara o programa político do seu partido e que pode vir a ser governo em qualquer altura. Conhecem-se as intenções de Pacheco Pereira em relação à comunicação social, segundo esta figura, o Estado não deve ser detentor de qualquer órgão de comunicação social, na sua totalidade ela deve estar na mão de entidades privadas.
A discussão dos assuntos em Portugal é superficial e pouco séria. De assuntos menores se fazem grandes discussões, veja-se por exemplo o caso da marcação das datas dos próximos actos eleitorais, enquanto que em relação aos problemas concretos e estratégicos para Portugal e os portugueses tudo se resumo à defesa de alguns interesses particulares do momento. Por acaso já alguém pensou que num qualquer dia toda a comunicação social portuguesa pode ser controlada por entidades ou grupos estrangeiros anónimos com propósitos que desconhecemos?

Domingo, Junho 14, 2009

O FIM DO SÓCRETISMO?

O PS de José Sócrates perdeu as eleições europeias não por causa dos méritos que possa ter o candidato do PSD Paulo Rangel, de sabe-se lá o quê que tenha Manuela Ferreira Leite ou da falta de jeito do seu próprio candidato Vital Moreira. Nem as duvidas no caso Freeport justificam tamanha derrota.
O PS perdeu porque foi surdo, prepotente, economicamente neoliberal e de uma maneira geral incompetente.
O PS perdeu porque apoiou um governo que deliberou contra os interesses da generalidade das pessoas como nas reformas da Segurança Social, porque aprovou um código do trabalho nefasto para os trabalhadores a que nenhum governo de direita tinha chegado a tanto, porque incentivou a precariedade no trabalho sobretudo junto dos jovens, porque desprezou as grandes manifestações de rua, porque governou à direita quanto fora eleito por gente de esquerda que quis romper com o passado dos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes. O PS de Sócrates perdeu porque foi prepotente em relação aos mais fracos e desprotegidos que são a maioria e muito submisso perante os mais fortes. Perderam porque se preocuparam mais com os negócios do que com as pessoas. O PS perdeu porque pensava que apenas à custa do marketing do seu líder se perpetuava no poder e perdeu também graças aos seus ministros incompetentes. Ajudaram à queda, o ministro da Economia Manuel Pinho que abriu a boca vezes sem conta para dizer asneiras, quando a crise internacional ainda não estava sequer no seu auge teve o desplante de afirmar que, o pior já tinha passado e que recomeçara a recuperação económica, isto contra todas as expectativas e a realidade que se nos deparava. Ajudou o ministro Mário Lino das Obras Públicas com a grande trapalhada em relação ao novo aeroporto, ficou famosa a sua frase, em Alcochete “jamais” ou o “deserto” a sul do Tejo. Ajudou o ministro do Trabalho e da Segurança Social Vieira da Silva que muito passivamente sem qualquer tipo de acção não garantiu nem trabalho nem segurança social. E que dizer então em relação ao ministro da Justiça Alberto Costa senão que foi o ministro do caos? Não está isento de culpas também o ministro mais exposto do governo, o das Finanças, Teixeira dos Santos, que sempre procurou defender o indefensável, ginasticou conforme as conveniências em relação aos impostos castigando os contribuintes, manteve à frente da supervisão do Banco de Portugal o governador Vítor Constâncio com as suas “distracções” gravosas para a economia portuguesa em relação ao que se passou na banca e em concreto nos casos do BPN e BPP. Foi quase tudo muito mau. De que estava à espera esta gente na altura do julgamento?
Que caminhos sobram a José Sócrates e ao seu partido a partir de agora? O primeiro-ministro está numa encruzilhada da qual muito dificilmente se desenvencilhará. A esquerda que ele tanto desiludiu jamais confiará na sua política e nas suas intenções, é um caminho que lhe está definitivamente vedado por muito que ele tente conquistar. Em relação ao centro direita para quem governou durante todo este tempo, as perspectivas não são também animadoras. Foi uma franja, incluindo nela a maioria da classe empresarial, que apoiou interesseiramente e estrategicamente Sócrates enquanto estiveram órfãos, desorganizados e perdidos relativamente à sua “máquina” política tradicional. Quando sentirem que têm a “casa” definitivamente arrumada jamais quererão saber de Sócrates líder de um partido que carrega sempre consigo a palavra que lhes foi sempre maldita, socialista. Sócrates entrou em agonia. Poderá eventualmente ainda salvar-se o Partido Socialista, far-lhe-á talvez bem passar de novo para o “banco dos suplentes”, esquecer Sócrates, renovar-se em termos de militância, reorganizar-se, virar à esquerda e levantar de novo a bandeira do socialismo e da justiça já que a direita e os defensores da exploração estarão sempre minimamente representados e protegidos. Ao Partido Socialista só lhe resta ser verdadeiramente de esquerda caso contrário entrará igualmente em agonia profunda.

Quarta-feira, Junho 10, 2009

ABSTENÇÃO

Ninguém estranha e tudo se comporta como nada de grave se esteja a passar quando, dirigentes e partidos políticos cantam vitória e saltam de contentes após os resultados dos recentes actos eleitorais como os verificados nas eleições para o Parlamento Europeu realizadas no passado fim-de-semana. Reagem assim tão-somente, porque as leis do regime legitimam este seu comportamento. Não os apoquenta o facto de que quase cerca de 70% não lhes atribuir qualquer crédito como foi manifesto expressamente através, quer da abstenção, dos votos em branco e votos nulos. Ao contrário do que eles possam pensar, o fenómeno não acontece porque só 30% das pessoas, como eles dizem, cumprindo o seu dever cívico, se interessam pelos destinos do país e porque os restantes estão na praia ou em férias e não querem saber da Europa. Deveriam antes tentar perceber que esses tais ausentes foram ao longo dos anos “enchendo o saco” em consequência da falta de confiança nos agentes políticos graças sobretudo à sua falta de estrutura, visão de desenvolvimento das sociedades e manhas diversas como a mentira, o compadrio na defesa dos seus interesses comuns e sobretudo devido à eterna e agravante sobrecarga de custos a que a população vem sendo sujeita motivada pelas sucessivas gestões danosas dos seus governantes. Era bom que eles percebessem que perante este cenário a democracia se vai desvanecendo. Estarão eles preocupados com isso? Parece que não. O PSD ficou satisfeito porque tem uma nova “estrela” que derrotou o PS. Os socialistas foram desde já avisando os adversários quanto à questão da sua legitimidade para governar o país e que manterão o rumo que julgam ser o mais certo. A CDU ficou satisfeita porque conseguiu o seu melhor resultado dos últimos 15 anos, tal como disse na noite eleitoral o humorista dos “Gato Fedorento” Ricardo Araújo Pereira, “o PCP ganha sempre”. O BE contente também porque cresceu muito e ficou satisfeito sobretudo porque a ala mais à esquerda do PS se “refugiou nos seus braços”. Finalmente o CDS de Paulo Portas chorou de emoção porque ainda não foi desta que “morreu”. Foi uma noite de festa. Uma noite que, tal como nos dias de campanha, pouco se falou da Europa e dos desafios com tons de negro que ela vai ter que enfrentar. Os temas de conversa a que se assistiu entre políticos, comentadores e analistas serviriam igualmente quer se tivesse tratado de umas eleições autárquicas ou legislativas. Falou-se muito das “coisinhas da nossa casinha” e pouco do Mundo e da Europa. Continuou a pairar a ideia de que a Europa e a sua comunidade em relação a Portugal pouca importância tem mas no entanto, primordial na “colheita” dos seus fundos comunitários ou noutras benesses que a partir dali nos possam chegar.
A “coisa” já está tratada, decidimos quais os 22 deputados que vão para o Parlamento Europeu. Era isto que lhes interessava, é isto que fica. "Venham as próximas, ainda há aí umas “tricas” para esclarecermos para depois sermos julgados nem que seja por 3 a 5 % da população. Nem que seja por um só voto".

Domingo, Junho 07, 2009

PORTUGAL NÃO AJUDA


Terminou o dia de reflexão que antecede as eleições para o Parlamento Europeu. Alguns de nós aproveitou para, nas conversas convívio de fim-de-semana e em estilo tertúlia, debater com os seus amigos a importância deste acto eleitoral. O mundo piorou praticamente em todos os aspectos e concretamente a Europa foi demasiadamente impotente para não se deixar também arrastar pela crise. A culpa deveu-se sobretudo às opções políticas neo-liberais postas em prática pela sua classe dirigente e cuja maioria faz parte do PPE, Partido Popular Europeu. Com eles a Europa deixou de ser social para ser unicamente económica. Era talvez importante mudar mas para tal era também importante derrotá-los com a única arma que temos por enquanto, o nosso voto. Estrategicamente seria útil votar nos partidos socialistas europeus impedindo desta forma uma nova maioria do PPE no Parlamento Europeu. Dir-se-á então, os portugueses que desejam a mudança deveriam assim votar no Partido Socialista. Pois é, esse é o nosso grande problema do momento, o Partido Socialista português liderado por José Sócrates não merece de forma alguma qualquer voto de confiança. O governo de Sócrates e o partido que o apoia na Assembleia da República em nada contribuíram, bem pelo contrário, para que o mais nefasto da economia neo-liberal degradasse as condições já bastante precárias dos seus cidadãos. Não é por acaso que Sócrates é também um apoio de Durão Barroso para novo mandato como Presidente da Comissão Europeia e que lá foi colocado quer pela direita europeia quer pelo lóbi que o ex-primeiro ministro do PSD criou após ter oferecido nos Açores os seus préstimos a George Bush, Tony Blair e Aznar e ali decidirem, todos envoltos numa grande mentira, uma nova invasão ao Iraque com consequências altamente dramáticas e que custou a vida de milhares de pessoas. Sócrates diz que Durão é português e que por essa razão merece o seu apoio porque isso é benéfico para Portugal. Sócrates está enganado, não é importante que a Comissão Europeia seja presidida por um português, o que é importante é que ela seja dirigida por gente com outra visão mais justa da Europa e do mundo que nos leve por outros caminhos seja ele de que nacionalidade for. O importante são as políticas e não as individualidades e Sócrates mostra apenas ser oportunista no pior dos sentidos. Por tudo isto e, após a necessária reflexão, por muito que nos custe, lamentamos não poder ajudar os socialistas europeus, não conseguimos confiar nesta gente para derrotar a direita europeia e os seus representantes do PPE. Em Portugal o actual Partido Socialista e José Sócrates merecem para já o primeiro cartão amarelo. O vermelho virá a seguir.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

POIS CLARO, O ESTADO

Parecia dramático mas no fundo não passava de um caso extraordinário de fazer chorar as pedras da calçada. Um dos clientes do Banco Privado Português, à porta do banco e perante as câmaras de televisão, lamentava a sua situação e o destino dos seus investimentos naquela entidade bancária. Suplicava ele em termos exigentes que, o Estado tem a obrigação de resolver de imediato o nosso problema, só o Estado o pode fazer.” Não estava ali ninguém para lhe dizer de imediato, porque teria o Estado que solucionar o seu caso se ele próprio não confiou as suas poupanças e rendimentos ao Estado e às suas entidades bancárias optando antes por os depositar em mãos privadas que lhe prometeram mundos e fundos? Não o fez porque aquele individuo como muitos outros só recorrem ao socorro do Estado quando se encontram em situação aflitiva. Até aí, são os primeiros a condenar o peso do Estado na economia nacional e são também os primeiros a defender cegamente as privatizações dos bens estratégicos do país sem pensar minimamente nas consequências das mesmas. O senhor foi jogar e perdeu. Só falta saber se o azar foi dele ou nosso.

Sábado, Maio 30, 2009

AVISO

Caro Vital, não te estiques muito nem cuspas para cima senão a escarreta ainda pode cair em cima do partido que te apoia para as Europeias. Essa tua expressão de dizeres que a situação no BPN é uma roubalheira e que por coincidência nela estão envolvidas muitas pessoas gradas do PSD, facto que o comum do cidadão já havia constatado e daí não teres acrescentado qualquer novidade ao que já se sabia, pode de um momento para o outro levar a que alguém venha a pôr a “boca no trombone” em relação a alguns negócios em que possam estar envolvidas pessoas ligadas ao PS. Tu sabes que nós sabemos que tu até sabes disso. Sabes que os dois partidos andam há mais de 30 anos nos corredores do poder, terão até feito algumas alianças convenientes e que portanto não será de estranhar que ambos tenham ao longo do tempo construído muitos “telhados de vidro” não estando por isso muito dispostos a trazer para a praça pública certos assuntos que possam beliscar os seus mais importantes interesses. Repara que o pacto de regime existente entre os dois até levou o próprio Dias Loureiro a ser a personalidade convidada para fazer o lançamento do livro-elogio de José Sócrates (O menino de oiro) escrito pela jornalista Eduarda Maio. Por tudo isto e por tudo o que deves imaginar, suspeito muito que alguém do PS venha a público defender-te em relação às tuas recentes afirmações. É capaz de não haver interesse nisso e depois ficas para aí a espernear sózinho. Quero no entanto dizer que te compreendo perfeitamente, só agora estás a entrar verdadeiramente no sistema e que por essa razão ainda "andas ao papel".

ATÉ QUANDO DURA ISTO?


Miguel Cadilhe o antigo presidente do Banco Português de Negócios (BPN), sim esse mesmo, aquele que tem um ar tão angélico e que respira competência e muita credibildade no meio da alta finança, conseguiu garantir junto dos accionistas da instituição um plano poupança reforma (PPR) no valor de pelo menos 10 milhões de euros. Esta condição foi imposta por Miguel Cadilhe, durante as negociações de entrada no banco, de modo a poder ressarcir-se da perda da pensão que então auferia enquanto reformado do Banco Comercial Português (BCP).
O presidente da SLN Valor, Alberto Figueiredo, considerou que o seguro de reforma de 10 milhões de euros feito pela SLN junto de uma seguradora para assegurar a contratação de Miguel Cadilhe foi preço acordado e podia ter sido maior.
"Podiam ser 20, 30 ou 40 milhões de euros, a importância de ter um gestor consagrado e respeitado no mercado na SLN não tem preço", afirmou Alberto Figueiredo. Alberto Figueiredo é também um dos principais accionistas da SLN, que detinha o Banco Português de Negócios (BPN) até á sua nacionalização.
"Os 10 milhões de euros foram exactamente o valor que Cadilhe perdeu ao sair do sistema de reforma do BCP e disse-nos que tinha ser compensado. Nós aceitámos as condições". Oh meu querido Alberto, se uma tal decisão não tem preço até podiam ser 100 ou 200 milhões, no futuro cá estaria alguém para pagar o que fosse preciso.
Para este tipo de gente que fala e se comporta desta forma tudo isto parece-lhes perfeitamente normal. Deu no que deu. O Estado e os contribuintes portugueses pagarão por tamanhas barbaridades praticadas por autenticos terroristas de colarinho branco. Mais grave ainda, andam à solta, presenteiam-nos com as suas conferências de imprensa, aparecem diáriamente na comunicação social uns a seguir aos outros propondo-nos soluções para a saída da crise e até são escutados e protegidos pela classe política de centro direita que nos governa ao longo de tantos anos.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

UMA CARTA FORA DO BARALHO

Felizmente que no meio da alta classe empresarial portuguesa ainda existe gente que se destaca pela sua forma de estar e com uma visão mais sã e realista da sociedade. Nem tudo está podre e nem todos vivem na obsessão de usurpar terceiros a todo o custo com o intuito de enriquecer cada vez mais explorando tudo e todos sem regras e sem qualquer tipo de escrúpulos. Belmiro de Azevedo do alto do seu pedestal ameaça e responsabiliza os trabalhadores pela falta da sua flexibilidade no sacrifício de direitos adquiridos que assim ajude o país na saída da crise. A lenga lenga de sempre da generalidade dos empresários e dos seus políticos apoiantes e homens de mão que por aí proliferam com direito a antena diariamente na comunicação social. Não tardará que perante as últimas intervenções do patrão da Sonae e que é proprietário também do jornal “O Público”, venha em defesa deste tipo de profecia o director do seu jornal José Manuel Fernandes tal como se tratasse de um verdadeiro “cão de guarda”.
Contrastando com esta visão da situação que vivemos dia após dia valeu a pena assistir à entrevista efectuada pela Rádio Renascença e RTP2 a José Roquette e perceber que alguém pertencendo à mesma classe se comporta e pensa com outra classe. O empresário e responsável pelo projecto turístico do Parque Alqueva, começa por nos dizer que a falta de ética está na origem da presente crise. “Um dos problemas hoje mais latentes é a ausência de uma dimensão ética nas decisões dos empresários…Houve em termos empresariais a mesma ausência de princípios em termos de responsabilidade social…Os bónus que são dados aos gestores são em acções da própria empresa, o que faz com que os gestores tenham tendência a privilegiar o curto prazo, dando-lhe uma perspectiva especulativa que acabou por conduzir à situação actual…Nos últimos 20 anos criou-se um sentido de impunidade das lideranças empresariais que veio a ser validado pela falta de consequências pesadas…Esta crise é basicamente uma crise de lideranças, politicas ou empresariais. Pretende-se que aqueles que criaram essa situação nos tirem agora dela…Os protagonistas deviam entender-se e perceber que têm que encontrar novos paradigmas.”
José Roquette parece assim um homem de outra dimensão e com outra formação que não aquela a que nos habituaram a maioria dos empresários nacionais, sobretudo aqueles que muito rapidamente enriqueceram no pós 25 de Abril de 74, sabe-se lá de que forma e à custa de quê. Isso faz parte dos mistérios com que temos que viver. José Roquette preocupa-se com a crise, não por temer a redução da sua riqueza mas, tal como afirmou naquela entrevista, por achar que aqueles que foram responsáveis pela actual crise querem agora ser eles próprios os curandeiros da mesma. Roquette desconfia deles porque conhece-os e sabe do que eles são capazes. Sabe perfeitamente que as suas soluções são as mesmas de sempre e com propósitos muitos claros, continuar a enriquecer no curto prazo e ainda mais rapidamente nem que para tal tenham que conduzir a sociedade à ruína total.

Sexta-feira, Maio 22, 2009

OS VAMPIROS

Voltou o Belmiro. De vez em quando ele aparece. De uma maneira geral em tom ameaçador. -Ou me tratam bem ou fecho todas as minhas empresas que empregam milhares de trabalhadores portugueses e vou investir no estrangeiro. Tomem cuidado.-
Agora Belmiro apareceu com mais uma ameaça desta vez dirigida aos trabalhadores em geral e muito particularmente aos da Auto-Europa. -Olhem que a crise não está para reivindicações. Sejam mansinhos e sujeitem-se ao que há. A mobilidade nas empresas é muito boa. Ou seja, se tiverem que trabalhar também nos dias de folga sem receber mais por isso não vos resta ter outro remédio que não seja o de aceitar –
Só eles querem ganhar mais, recuperar os lucros chorudos de outrora, a crise não é para eles, a pandemia só deve estar destinada para os mesmos de sempre. Para tal há que os meter todos a monte e afastados dos nossos condomínios, degradar mesmo o seu próprio ambiente tirando até partido para as nossas empresas de construção e tudo o que a elas está sempre ligado, fazendo aquilo que recusamos nos nossos oásis. O que há de mau encafuemos tudo ali. Não lhes dêmos prazer nos seus tempos de lazer e nem sequer tempo para que vivam alegres. Ameacemo-los e assustemo-los. Façamo-los curvar perante nós. Queremos ganhar mais mas não queremos pagar por isso. Suguemo-los a todo o custo porque adquirimos o poder para o fazer.

Quarta-feira, Maio 20, 2009

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

Ainda falam em Bloco Central para nos tirar da crise e mudar Portugal como se tal Bloco não nos tivesse governado ao longo dos últimos 30 anos.
Lopes da Mota, homem próximo do PS e actualmente Presidente do Eurojust que coordena as investigações criminais entre os países europeus da CE, foi acusado pelos procuradores do caso Freeport de os ter pressionado com o intuito de facilitar a vida ao Primeiro Ministro José Sócrates. Resultado acabou por ser alvo de um processo disciplinar actualmente em curso. A oposição desde logo exige a sua demissão enquanto que o governo defende o seu amigo intimo quer pelo seu prestígio quer pela presunção da sua inocência.
A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite e os restantes membros do seu partido, mostram-se profundamente chocados e escandalizados por Lopes da Mota não ter sido ainda demitido ou o mesmo não ter pedido a suspensão das suas funções no Eurojust. São exactamente estas as mesmas pessoas que nunca se pronunciaram sobre a demissão do seu camarada de partido de longa data, Manuel Dias Loureiro, de membro do Conselho de Estado depois das trapalhadas suspeitas na gestão escandalosa e danosa do BPN em que Loureiro foi chave importante do processo. Que mais acrescentar sobre a integridade moral e a honestidade da maioria dos políticos portugueses?

Segunda-feira, Maio 18, 2009

ESTEVE QUASE A ACONTECER

Acabo de ver a entrevista que o líder do CDS Paulo Portas deu ao jornalista Mário Crespo na SIC. Cheguei a temer que no final terminassem com um beijinho de despedida.



Domingo, Maio 17, 2009

OS CAMPEÕES

Mais uma época do chuto na bola está a terminar. Por essa Europa fora já há clubes campeões mesmo antes de cumpridas as ultimas jornadas. Em Inglaterra o Manchester United volta a ser campeão, em Espanha o Barcelona vence destacado e em Itália o Inter de Mourinho também canta de galo. Apesar de ainda faltar uma jornada para o final do campeonato português praticamente está já tudo decidido quanto aos três primeiros. Em Portugal a classificação fica assim ordenada:
1º- A SAD do FCPorto presidida por Pinto da Costa
2º- O jogadorLiedson do Sporting
- O treinador Quique Flores do Benfica

Quinta-feira, Maio 14, 2009

A CIVILIZAÇÃO

Na semana passada chegou-nos em rodapé nas notícias a informação de que, em África morreram durante um certo período de tempo 1900 crianças com meningite. Dizem os Médicos Sem Fronteiras que cada vacina da meningite custa cerca de 1 euro. Ou seja, com apenas 1900 euros evitar-se-ia a morte de mais 1900 crianças. Por cá, nas capas das revistas mostravam-nos os prémios anuais dos gestores das empresas portuguesas. Dos cem mil aos 800 mil euros/ano. Remuneram-se bem os gestores em prol do desenvolvimento das empresas e dos países, dizem-nos. O mundo nunca será perfeito mas poderia ser um pouco mais justo e mais fraterno. Para tal bastaria apenas que nos questionássemos um pouco mais.

Sábado, Maio 02, 2009

PENA NOSSA

A edição do dia 1 de Maio do jornal “O Público” brinda-nos com uma entrevista ao escritor José Luandino Vieira. Na mesma estão apenas retratados os anos de cativeiro do militante angolano na prisão do Tarrafal em Cabo Verde. Em toda a entrevista nunca Luandino Vieira demonstrou qualquer rancor aos responsáveis e colaboradores do regime e muito menos aos guardas prisionais e directores daquela prisão ícone dos tempos fascistas. Luandino está acima dos comportamentos racionais do comum dos cidadãos e sabe que a história dos tempos, mais tarde ou mais cedo, é implacável na discrição e na condenação dos factos exercidos por aqueles que fazem parte da peste humana.
O comportamento de Luandino Vieira faz-nos recordar Nelson Mandela vitima também de um regime deplorável, tirano, racista e preconceituoso. Ambos cumpriram longas e duras penas de prisão, cada um deles teve mais tarde a oportunidade de exercer o poder pelo tempo que quisesse, ambos não tiveram sede de vingança apesar das represálias a que foram sujeitos durante tantos anos, e cada um deles, apesar de poderem dar por muito mais tempo o seu contributo ao desenvolvimento das suas comunidades, optaram por dar o lugar aos outros por acharem que cada um de nós tem o seu tempo e que o poder é efémero. Luandino Vieira e Nelson Mandela são exemplos de humildade raramente vistos. Gente desta estirpe deveria antes estar sujeita à pena perpétua de governar as nossas sociedades. Talvez o mundo estivesse melhor.

Sexta-feira, Maio 01, 2009

RESISTIR PARA NÃO CAIR

Porque será que o 1º de Maio é cada vez mais uma data importante para os trabalhadores de todo o mundo?
Sobretudo porque estamos fartos do crime económico, da exploração autorizada, da prepotência exercida pelos diversos poderes e pelas grandes desigualdades sociais que não param de se acentuar.
Entretanto nesta data do 1º de Maio de 2009, as oito centrais sindicais de trabalhadores em França uniram-se em manifestação conjunta enquanto que em Portugal as duas centrais optaram por reunir os seus associados em separado. Lá por fora sempre mais atentos que os cá de dentro.

Domingo, Abril 19, 2009

O VÍRUS ALASTRA

Depois de há uns tempos atrás Pacheco Pereira, face à crise, ter apelado através do seu blog, à contenção não só reivindicativa mas também, ao abdicar de certos direitos contratuais por parte daqueles que conseguem ter emprego estável em favor daqueles que não têm emprego ou estão numa situação de precariedade, depois do Presidente da República, praticamente no mesmo sentido, ter sugerido um diálogo entre patronato e trabalhadores, foi a vez agora de Fernando Ulrich fazer uma proposta para debelar um pouco, na sua opinião, a crise de desemprego que actualmente nos assola. O administrador do BPI propõe às autoridades nacionais normas legislativas no sentido das empresas poderem admitir trabalhadores sem no entanto estarem sujeitas a contratos de qualquer tipo e mesmo à lei geral do trabalho. Até mesmo o sociólogo António Barreto, em crónica publicada no último fim de semana no jornal “O Público”, achava “interessante” e alvo de um estudo aprofundado esta proposta de Fernando Ulrich. Até tu, António Barreto? Não te parece que aquilo é mais interesseiro do que interessante?
Este é o tipo de discurso que cada vez mais se vai acentuando na nossa sociedade nos últimos tempos em razão de os mais interessados neste tipo de política serem os únicos a terem acesso à opinião pública e assim a manipularem a seu bel-prazer.
Perante este tipo de movimentação levada a efeito por esta gente, sempre muito bem colocada no sistema que nos regeu ao longo de tantos anos, não fora sermos muito apologistas das teorias da conspiração, concluiríamos que esta crise que invadiu o mundo, foi propositadamente criada, primeiro para assustar e, em consequência de tal, sujeitar pessoas e trabalhadores aos ditames mais primários do capitalismo até nos transportar de novo ao sistema de escravatura. Este pode não ter sido o propósito mas que há alguém que já está a ver mais longe aproveitando a situação, lá isso há.

Sábado, Abril 11, 2009

PROVINCIANOS

Impõe-se o esclarecimento. Não é a primeira vez que este blog utiliza no sentido pejorativo a palavra “provinciano” ou “provincianismo”. A intenção não é de forma alguma ofender aqueles que vivem ou são da província mas tão só usar o termo para caracterizar aqueles que têm uma visão muito limitada do mundo consubstanciada unicamente ao meio onde vivem. São muitos os provincianos nascidos em Nova York, Paris, Londres, Madrid ou Lisboa.

CONTA COMIGO, PÁ!

José Sócrates é apoiante incondicional de Durão Barroso para a sua reeleição à Presidência da Comissão Europeia.
O Primeiro Ministro, justifica o apoio do seu governo, àquele que apoiou a guerra no Iraque e às falhadas politicas económicas mais neo-liberais na Europa, pelo simples facto de se tratar de um cidadão português, tal como se estivéssemos perante um jogador nacional de futebol que jogue no estrangeiro, e também, porque segundo disse, estão em causa os interesses nacionais. Pois bem, começando pelo chamado interesse nacional, convém lembrar o Primeiro Ministro José Sócrates que, Durão Barroso foi aquele cidadão nacional que depois de ser eleito para tomar conta dos destinos do nosso país, pouco tempo depois, na defesa da sua carreira política e dos seus próprios interesses, abandonou as funções para as quais fora eleito pelos portugueses para assumir a Presidência da Comissão Europeia. José Sócrates demonstra também com esta sua decisão provinciana não compreender a responsabilidade e as funções do cargo da Presidência da Comissão Europeia. O Primeiro Ministro de Portugal deveria perceber que o que está em causa são os destinos da Europa de que o nosso país faz parte e que para aquele lugar seria importante eleger uma individualidade com grande visão politica na defesa e construção de uma Europa progressista independentemente da sua nacionalidade. Pelos resultados alcançados até agora na Europa e em Portugal, deu para constatarmos que Durão Barroso não é certamente a pessoa que mais interessa ao povo europeu e consequentemente ao povo português. Quem terá dito a José Sócrates que tudo o que é nacional é bom?

Quarta-feira, Abril 08, 2009

UNS E OUTROS

O indígena português que não trabalha para o Estado tem a habitual mania de tentar ridicularizar o funcionário público chegando a ofendê-lo muitas das vezes mesmo entre amigos. Utiliza muito a expressão mais que batida, - “Nós os contribuintes que pagamos os vossos ordenados com os nossos impostos…”- Ainda muito recentemente acabei de ouvir esta frase dita por um funcionário de uma empresa privada que, pelo que sei, paga menos impostos do que eu e trabalha ainda menos.
Nunca seria demais esclarecer este tipo de gente que todos os ditos funcionários do Estado pagam também os seus impostos e que são igualmente contribuintes, alguns bem mais que os do sector privado ou dos que exercem profissões liberais. Seria interessante que percebessem quais são aqueles que mais fogem ao fisco. As conclusões certamente que não surpreenderiam alguém. Quanto às responsabilidades e ao profissionalismo de cada um, pelo que se vai vendo por aí, não existem grandes diferenças. São todos portugueses mas alguns convencidos que são mais que outros. A patrões e ao poder político sempre deu jeito este tipo de guerra entre o pagode.

Domingo, Março 29, 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

O chamado Jornal Nacional de Sexta, JN6, da TVI apresentado por Manuela Moura Guedes, tem sido ultimamente, ele próprio, a notícia. É criticado por alguns elementos do governo, incluindo José Sócrates e pelos vistos por alguns telespectadores que apresentaram queixa levando a Entidade Reguladora para a Comunicação Social a meditar sobre o fenómeno para uma eventual tomada de posição com respeito à isenção e deontologia jornalística deste JN6 de Manuela Moura Guedes. Não há aqui nenhuma anormalidade. Existem vários jornais de televisão, queixas de telespectadores e há uma entidade reguladora para observar e fazer cumprir regras estabelecidas. Já não é muito normal o próprio estilo de informação que o JN6 de MMG tem apresentado.
À partida, quando o comum do telespectador se predispõe a ver um telejornal, quer através dele, saber o que se passa no país e no mundo, quer ser informado. Em principio este é o fundamento que deve nortear a informação. Puro engano. Com a concorrência eles tornaram-se num amontoado de peças e directos de interesse superficial e duvidoso e sempre na procura de um sensacionalismo com vista à conquista de emoções e consequentemente de elevados "shares". A informação em Portugal em termos gerais é fraca, ponto final. Quanto menos culta, menos exigente e mais mal informada for a população mais grave se torna a situação. As redacções na sua maioria são compostas por gente com pouca formação a todos os níveis, admitidos sem concurso público ou critérios de exigência e sem um curriculum que se preste à importância da função. A sua admissão nas empresas de comunicação muitas das vezes faz-se “pela porta do cavalo”. A maioria são jovens e com vínculos bastantes precários logo, sujeitos aos ditames dos seus chefes, já estes também a exercer funções para as quais não estão minimamente vocacionados e sem terem sequer feito uma carreira profissional merecedora de tal distinção. As redacções estão tão esvaziadas de gente experiente que são já os próprios jovens que dirigem outros jovens. Os resultados chegam a ser catastróficos. Os jornalistas de qualquer órgão de informação, quer queiramos quer não, estão sempre dependentes de um poder quase sempre interesseiro, manipulador e obscuro, seja ele de Estado ou privado. Com o desenrolar dos tempos a sua independência foi-se desvanecendo aos poucos.
Os telejornais não são as noticias, no nosso caso são o que nos dizem o José Rodrigues dos Santos, o José Alberto Carvalho, o Rodrigues Guedes de Carvalho, o Mário Crespo a Manuela Moura Guedes etc. São as vedetas e por isso elas até são bastante bem pagas. O JN6 da MMG na TVI é o mais paradigmático. Não há peça que não mereça o seu comentário, a sua observação, a sua expressão ou esgar, como se fosse importante conhecermos a posição e a atitude da pivot daquele jornal, como se ela fosse uma "expert" ou uma sumidade em qualquer matéria. Há quem aprecie e goste assim e pelos vistos até são bastantes. O povo acha que aquela pessoa que ali lhe relata os acontecimentos do mundo, se lá está, certamente é porque sabe e tem muitos conhecimentos na matéria. Os senhores da televisão são muito entendedores, pensam. Coitado do povo com a sua inocente ignorância. Não imagina sequer que a magia da televisão o ilude e o engana assim como também consegue, vá-se lá saber porquê, seduzir alguns elementos da classe letrada e intelectual, gente que escreve nos jornais e até dá aulas, inclusive de jornalismo, nas universidades portuguesas. O próprio jornal “O Público” dá espaço a um crítico de televisão, acérrimo defensor da pluralidade de órgãos de comunicação social desde que apenas detidos por entidades privadas que na sua opinião, são o único garante de uma informação livre. Não nos espanta que assim pense e só vê dignas virtudes nas sociedades neo-liberais e nos méritos da iniciativa privada. São exactamente os mesmos que se queixam da não intervenção da entidade reguladora na comunicação social detida pelo Estado mas que se põem em bicos de pés e aos gritos quando os responsáveis pela regulação de toda a comunicação social portuguesa opinam e chamam a atenção para eventuais excessos cometidos pelas empresas privadas de comunicação. Pacheco Pereira e o crítico de “O Público” Eduardo Cintra Torres são os líderes de tal corrente. Não podiam, cada um á sua maneira, faltar no momento em que a TVI e o JN6 de MMG eram alvo de crítica por parte da ERC baseada em queixas apresentadas por alguma opinião pública.
Na última edição do JN6 de MMG na TVI, na emissão de uma promoção a uma notícia, aparecia a figura de uma mulher com a cara completamente desfigurada e totalmente cega motivados pelo arremesso por parte do marido de uma qualquer substância ácida. A promoção referia que as autoridades judiciais do país onde aconteceu tal drama, tinham condenado agora o marido daquela mulher a ser alvo da mesma atrocidade. À saída da imagem de promoção a esta notícia, lá estava no JN6 a pivot Manuela Moura Guedes, desta vez não comentando a decisão mas, aprovando a ideia pelo modo como exibiu o seu trejeito facial. MMG julgou e condenou tal como julgaria e condenaria a justiça popular. MMG quer ser tão popular como são os populares mesmo que estes sejam tão animalescos, selvagens e primitivos. O jornalismo está a chegar a este ponto e afinal há quem o aprove tal como fez na sua crítica televisiva semanal Eduardo Cintra Torres. A sua aversão à ERC e a sua defesa incondicional da iniciativa privada e da tal sociedade neo-liberal, pelos vistos também o cegaram. Não só a ele, infelizmente.

Sexta-feira, Março 13, 2009

BLOQUEADOS

O Bloco de Esquerda naquela ânsia de querer ser sempre diferente entendeu não apresentar cumprimentos ao Presidente do Estado Angolano quando este visitou a nossa Assembleia da Republica alegando a violação dos direitos humanos na ex-colónia portuguesa. Fica-se com a sensação que o BE se quis colocar em bicos de pés para se fazer notar. O BE pode sempre denunciar, e só lhe fica bem continuar a fazê-lo, qualquer violação de direitos humanos em qualquer parte do mundo. No entanto e, sem abdicar dos seus princípios, deve em primeiro lugar pensar na melhor forma de o fazer. Em primeiro lugar, o BE deveria perceber que a Assembleia da República recebeu o Estado angolano e não apenas o seu Presidente. O Estado angolano é também constituído na sua essência pelo seu povo, o mesmo povo que os portugueses colonizaram durante 500 anos privando-o dos seus direitos mais básicos. No futuro, nos registos da história dos dois povos, perdurará eternamente a longa colonização portuguesa e não esta medida radical do BE. Para além de tudo o mais, esta mania de querermos dar aulas de democracia aos outros tem muito que se lhe diga. Somos também nós um povo que desfruta de todas as suas liberdades ou de um regime sem mácula?
Se o BE não pretende ser apenas um movimento de protesto na sociedade portuguesa mas sim uma possível alternativa, deve pensar bem nas consequências das suas actuais iniciativas. Não vale a pena sequer referir o que seria a relação entre Estados caso o BE viesse a fazer parte de um eventual governo português. Talvez não conseguisse dialogar e manter relações diplomáticas com a maioria dos países mundiais. Ficaríamos uma vez mais orgulhosamente sós. Estão já 100 mil portugueses em terras angolanas que querem relacionar-se e cooperar com o povo angolano e é isto que o BE deveria analisar em primeiro lugar em vez de andar por aí a dar tiros de pólvora seca.

Quarta-feira, Março 11, 2009

A CRISE TEM MUSICA

Face à falência e aos índices de pobreza que a crise poderá causar, Cavaco Silva, o Presidente da Republica, fez esta semana um apelo bacoco com vista a um diálogo fraterno entre trabalhadores e patrões. Desde sempre e sobretudo nas fases politicas mais propícias à sua acção que as entidades patronais e a maioria dos gestores portugueses, visando a todo o custo apenas a sua facturação ou os lucros dos seus accionistas, procuraram através de várias estratégias, diminuir a força interventiva dos sindicatos, decidir o futuro das empresas unilateralmente, assumir actos de prepotência de vária ordem, oferecer débeis condições de trabalho, trocar pessoal mais reivindicativo mas mais qualificado e experiente por gente mais nova sem conhecimentos e formação adequada mas sujeita a qualquer tipo de condições. Só eles decidiram à margem de qualquer democratização saudável. Nunca foram capazes de perceber que o desenvolvimento sustentado de qualquer empresa em qualquer país exige em conjunto um esforço responsável, participativo e transparente entre gestores, patrões e trabalhadores. Nunca entenderam mas também parece que ninguém está interessado em perceber os porquês e os verdadeiros fundamentos da crise.
Eles continuam a ter o acesso exclusivo aos órgãos de informação para “explicar” o lado que lhes convém. São exactamente os mesmos que antes do colapso nos habituámos a ver por ali a elogiar as virtudes do sistema. São ainda os mesmos que agora temos que ver, ler e ouvir em relação às propostas de futuro que, com um ou outro remendo, assentam rigorosamente no mesmo de sempre.
A propósito das declarações de Cavaco Silva convém também ir percebendo o que a fraca generalidade da nossa classe política nos quer transmitir. Repare-se no que escreveu muito recentemente Pacheco Pereira um dos mais acérrimos defensores da economia neo-liberal:
“O que vou escrever vai por os cabelos em pé a muita gente. Mas nestes dias de crise mais vale ter emprego, mesmo que mau, desprotegido, sem direitos, precário, do que não ter emprego nenhum. E é por isso que o reforço dos direitos laborais, o aumento das contribuições sociais, a dificuldade de contratar a recibo verde, a penalização do trabalho “negro”, têm um enorme preço em deixar mais gente na miséria. Em teoria nada há de mais aceitável, na prática nada há de mais injusto, porque em nome de quem tem trabalho e direitos adquiridos, penaliza-se quem quer qualquer trabalho, porque não encontra um trabalho decente. Para além disso é ineficaz, porque muita gente que não aceitaria trabalhar em condições de precariedade está hoje disposta a fazê-lo em quaisquer condições. A necessidade obriga e a necessidade tem muita força."
É este o tipo de “sermão” que nos vão impingindo. Assustar para aceitarmos. Ainda ontem, também o economista Silva Lopes, muito levianamente sugeria para as câmaras de televisão a redução dos salários.
Cavaco Silva apela agora a um diálogo que no passado foi sempre rejeitado pelas entidades patronais. O propósito do diálogo agora sugerido por esta gente visa apenas enfraquecer ainda mais os mesmos de sempre com a redução da generalidade dos seus salários e o abdicar de direitos conquistados com sangue suor e lágrimas ao longo dos tempos. Os discursos estão a ficar seriamente perigosos.

Quarta-feira, Março 04, 2009

DESCARAMENTO

A generalidade dos comentadores políticos gosta muito de fazer todos por parvos. Depois de no congresso do PS ter sido designado como cabeça de lista às próximas eleições europeias o ex-comunista Vital Moreira, afirmam que desta forma o partido de Sócrates tenta assim uma aproximação à esquerda em período pré-eleitoral. Seria interessante perceber a posição de tais comentadores caso o PSD designasse para as suas listas nomes que fazem parte do partido como o de Zita Seabra ou de Pacheco Pereira, também eles radicais ex-comunistas. Pela mesma ordem de ideias diríamos que até a própria Comunidade Europeia é presidida por um homem de esquerda levando em conta o passado político de Durão Barroso.
Só uma pequena minoria pode ser enganada pelas observações tontas e ridículas de tais comentadores ou pela estratégia adoptada agora pelo líder do Partido Socialista. Para quem esteve minimamente atento pôde verificar que Vital Moreira foi ao longo destes últimos 4 anos de governação PS uma voz de apoio incondicional às políticas deste governo, o governo do PS mais à direita pós-25 de Abril. José Sócrates não quer nada com a esquerda e sabe que nesse aspecto Vital Moreira não o deixará ficar mal visto.

Sábado, Fevereiro 28, 2009

E O PRÉMIO VAI PARA:

Portugal também viveu com entusiasmo esta semana a atribuição dos seus Óscares especiais.
E os vencedores foram:
Melhor Actor, José Sócrates no papel de comandante em “Titanic”.
Melhor Filme, “O Estranho Caso Freeport”.
Melhor Actor Secundário, Dias Loureiro em “Quem Quer Ser Bilionário”.
Melhor Filme de Animação, “BPP e BPN, Onde Pára a Polícia?”.
Melhor Argumento Original, “Há Lodo no Cais de Alcântara” de José Sá Fernandes.
Melhor Argumento Adaptado, “Revolta na Bounty” de Manuel Alegre.
Melhor Banda Sonora, “E.T. o Extraterrestre” de Manuel Pinho.
Melhores Efeitos Especiais, “Entidade Reguladora da Comunicação Social, O Clube dos Poetas Mortos.
Melhor Montagem, "O comboio Apitou Três Vezes mas eu não ouvi" de Vitor Constâncio.
Melhor Realizador, o Ministro Santos Silva com “O Touro Enraivecido”.
Melhor Filme Estrangeiro, “Voando Sobre um Ninho de Cucos” de Manuela Ferreira Leite.
Melhor Direcção Artística, “Apocalypse Now” de Teixeira dos Santos, Ministro das finanças.

Domingo, Fevereiro 08, 2009

ATÉ QUE UM TIRO OS SEPARE

Em Fátima, perto de Nossa Senhora e de vários “pastorinhos”, o Presidente da República manifestou a sua “perplexidade” e disse temer que o novo diploma sobre a lei do divórcio recentemente promulgada leve ao aumento do número de novos “novos pobres”. Cavaco Silva disse ter recolhido informações de que a maioria desses casos “está associada a situações de divórcio” e que essas situações “tenderão a aumentar com a nova lei".“Das previsíveis consequências sociais e das profundas injustiças da sua aplicação, alertei os portugueses em devido tempo”, acrescentou o chefe de Estado, que, depois de ter vetado a primeira versão do diploma aprovado na Assembleia da República, acabou por promulgar o diploma, ainda que emitindo sobre ele duras críticas.

Se você já tentou por diversas vezes normalizar as suas relações com o seu companheiro e não o conseguiu, se você já não suporta mais viver com ele(a), se as suas relações matrimoniais estão envoltas em ambientes de violência doméstica, se acha que o seu casamento por qualquer razão grave já não tem razão de prosseguir e que o torna infeliz, não se divorcie, deixe continuar tudo como está caso contrário, segundo Cavaco Silva, você sujeita-se a ficar mais pobre.

PRESUME-SE


O secretário-geral do PS, José Sócrates, classificou, (só agora em ano de eleições), o casamento entre homossexuais como uma das bandeiras que identificam o Partido Socialista com a esquerda progressista e a esquerda do povo. Aludindo ao casamento civil entre homossexuais, o líder socialista recomendou aos participantes na sessão de esclarecimento sobre a moção "PS: A força da mudança" - que apresentará ao XVI congresso nacional do partido - o filme que ele “PRESUME” chamar-se "Milk", a biografia de um dos primeiros políticos assumidamente homossexuais na América dos anos 70. Qualquer cidadão mais ou menos informado sabe de antemão de que filme se trata e de que personalidade nele é retratada. O Primeiro Ministro de Portugal só “PRESUME”. José Sócrates quer também aproveitar os votos dos homossexuais portugueses mas perante aqueles que o não são não se quer comprometer nem mostrar-se muito entendido ao ponto de até saber o nome correcto de um filme conhecido. Ele só “PRESUME”. Não vá algum homofóbico pensar, “hummm, este tipo está muito por dentro deste assunto de paneleiros”
Presume-se que José Sócrates é falso e muito mau actor.

Sábado, Janeiro 31, 2009

MAIS UMA LIXEIRA

Concorreram dois projectos para o 5º canal de televisão com emissões previstas para o decorrer do ano de 2010. Já agora, por falar de televisão, uma sugestão, a implementação de uma norma que proibisse aos directores de informação e programas o acesso aos estudos de audiências. Tal medida iria permitir que percebêssemos o gosto e a sensibilidade dos programadores que assim não estariam sujeitos às leis do mercado que justificam todo o tipo de mau gosto. Talvez não houvesse tanto lixo. Ou talvez sim, talvez confirmássemos que eles são mesmo maus e sem qualquer tipo de preparação para o exercício do cargo. Neste caso a solução passaria então, não pela a atribuição de mais um alvará de televisão mas sim pela extinção de todas as outras.

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

AMBIENTE ESTRANHO

Dois reparos ao caso Freeport. Já ouvimos as justificações de José Sócrates. Até podemos acreditar que ele não esteja envolvido num caso de corrupção, já não podemos aceitar que o próprio não se recorde de um pedido feito pelo seu tio, tal como este confirma, para se reunir com os proprietários de um projecto tão importante e que antes havia sido chumbado por questões de impacto ambiental pelo seu próprio gabinete. Também é verdade e estranho que tal caso volte sempre à baila em ano de eleições. O que andou a Justiça portuguesa a fazer durante estes quatro anos?

Domingo, Janeiro 25, 2009

AS DESPEDIDAS

Fidel Castro na sua coluna, o ‘pai’ da Revolução Cubana admite que não espera assistir ao final do mandato do presidente dos EUA, Barack Obama, para lhe fazer o balanço, como fez com dez presidentes norte-americanos.
'Tive o raro privilégio de observar os acontecimentos durante uma tempo muito longo. Recebo informações e medito calmamente sobre esses acontecimentos', diz Fidel, acrescentando: 'Prevejo que não desfrutarei desse privilégio daqui a quatro anos, quando tiver terminado o primeiro mandato presidencial de Obama.'
Fidel começou já a despedir-se deste mundo. Talvez não assistirá ao desenrolar dos acontecimentos durante o mandato deste novo Presidente dos Estados Unidos nem tão pouco ao colapso e às consequências desastrosas das politicas económicas do capitalismo e do neo-liberalismo contra as quais ele apregoou sem no entanto também ter convencido apesar da oportunidade de que dispôs ao fim de tantos anos de poder e de um povo que o ouviu e que se solidarizou com ele. Fidel foi diferente mas não o suficiente. Tivesse o seu regime triunfado e talvez muitos povos o seguissem e se convencessem com os méritos do socialismo. Talvez o mundo estivesse melhor. Perdeu-se a oportunidade. Foi pena. Ficamos sem saber se algum dia a história o absolverá.

SONHAR

Concretizou-se um dos sonhos de Martin Luther King. Com Barack Obama na presidência dos Estados Unidos pelo menos o preconceito do racismo sofreu um forte abalo. Agora chegou a nossa vez de sonhar. Veremos se mais uma tragédia não se repetirá.

Sábado, Janeiro 10, 2009

JÁ AGORA, QUANTAS HORAS TEM 1 DIA?

Quase metade do tempo dos telejornais das nossas televisões são ocupados com notícias(?) acerca do frio que se faz sentir em Portugal. Em Janeiro, em pleno inverno. Calculo que em Agosto me dirão que o país regista temperaturas elevadas.
A televisão faz-nos mesmo muita falta senão nunca saberíamos quando faz frio ou calor.

Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

EVITA

Para viver um ano menos stressante, razoavelmente saudável e sobretudo mais higiénico imponha determinadas regras nas suas rotinas. Por muito que os tentem impingir, evite a todo o custo:
-Qualquer discurso de José Sócrates excepto, se tal sorte nos tocar, o da sua exoneração.
-Na senda de mais discursos devem também ser evitados principalmente os dos ministros, Manuel Pinho, Rui Pereira, Mário Lino e Augusto Santos Silva. Quanto ao resto a nível nacional também pouco adiantarão os de Cavaco Silva, Jaime Gama, Manuela Ferreira Leite, Luís Filipe Meneses, Alberto João Jardim (a palhaçada chegou a um termo que já perdeu a graça), Vítor Constâncio e Durão Barroso. É capaz de valer a pena ouvir Pedro Santana Lopes e juntar-lhe os sketches de “Os Contemporâneos” da série televisiva da RTP. Vamos necessitar de excelentes momentos de humor.
Deve ainda fugir de ler as crónicas impressas sobretudo de, Pacheco Pereira, José Manuel Fernandes (sobre qualquer temática) e Vital Moreira. Nunca olhe sequer para uma foto de João César das Neves.
Por ultimo se pretende melhorar as suas performances em termos de saúde mental evite ver 95% do panorama televisivo nacional e 100% de qualquer telejornal das nossas estações generalistas. Para se manter informado recorra aos inúmeros sites especializados na net.
Seguindo estes conselhos vai ver que 2009 poderá não ser tão mau como apregoam.

COMEÇOU MAL

Pela amostra cinzenta e escura do primeiro dia do ano confirmam-se as previsões.

2009 vai ser p’ra esquecer.

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008

A NÁUSEA


Quando se chega ao final do ano não há quem resista a fazer o balanço do que se passou. Este blog recusa fazê-lo por uma razão muito simples, qualquer balanço que se possa fazer, por mais ligeiro que seja, provocaria o vómito tal o enfardamento de merda a que estivemos sujeitos ao longo de 2008. Que marcas para o futuro nos deixarão a podridão que se passa com a alta finança mundial e nacional, os casos do BPN, BPP e outros FDP (Filhos Da Puta) já para não falar da governação Sócrates/Teixeira dos Santos mais os restantes “santinhos”, as suas prepotências, contradições e demagogia, o desastroso Código do Trabalho e sobretudo a falta de visão em relação à construção de uma sociedade culta, desenvolvida e democrática? 2008 vai sair-nos bem caro.

Domingo, Outubro 12, 2008

OS PERSONAGENS

Pouco mais há a acrescentar acerca da nova crise. Refira-se apenas que ela nunca deixou de existir para a grande maioria. Agora alargou apenas o seu espectro e serão certamente os que sofreram com a crise perpétua que mais sentirão os seus efeitos.
É um filme déjà vue sobre os meandros de Wall Street em cujo argumento a “máquina do negócio” dá o estoiro com consequências dramáticas. Aí somos os espectadores que no fim da sessão saem da sala de cinema com a sensação de alívio por não vivermos o que nos mostra a ficção. Actualmente começamos a ficar deveras assustados porque nos tornamos afinal nos verdadeiros personagens de uma realidade que mais tarde ou mais cedo seria inevitável. O argumento é trágico. Quanto aos salvadores da história, eles só existem no cinema.

Domingo, Setembro 07, 2008

UMA TRISTEZA

Paulo Pedroso vai receber do Estado uma indemnização que ronda os 135 mil euros porque, segundo uma juíza, a sua “prisão preventiva foi precedida de erro grosseiro”.
O caso Casa Pia vai certamente ainda surpreender-nos quer o mesmo fique, ou não, em “águas de bacalhau”. Será justo, caso os réus implicados que consigam demonstrar a sua inocência, venham a auferir do Estado português tão magras indemnizações em relação aos danos provocados e que serão sempre irreparáveis perante a importância das pessoas implicadas? É possível que um juiz, Rui Teixeira neste caso, e toda a máquina do Estado, Procuradoria e Policia de Investigação, tenham cometido um erro tão grave de avaliação ou se tenham enganado ao ponto de decretarem uma prisão preventiva de gente tão importante num caso que se tornaria forçosamente tão mediático? Que responsabilidades advirão daí para os seus autores? Ninguém está livre de cometer erros mas, há erros que nunca podem ser cometidos, por isso, as decisões para casos tão importantes para a vida humana não devem estar dependentes de uma única pessoa. Só um conjunto de gente capaz, independente e especializada poderá decidir sem grandes margens de erro.Ninguém pode estar contra a solidariedade de um amigo ou de um camarada de partido como aconteceu com várias personalidades em relação ao deputado e militante socialista Paulo Pedroso. Não choca ver o companheiro de partido José Sócrates congratular-se com a decisão da juíza que deu razão ao seu camarada Paulo Pedroso e decretou o valor da indemnização a pagar-lhe, no entanto, já não é aceitável que o Primeiro-ministro de Portugal “dê pulos de contente” com tal desfecho quando o Estado que ele governa é condenado e julgado como incompetente. Ficaríamos mais confortados se víssemos no Primeiro-ministro português uma preocupação por serem os portugueses a pagar pela incompetência das suas instituições levando-os a desconfiar ainda mais de um dos alicerces mais importantes de um regime democrático, o da Justiça.

Terça-feira, Setembro 02, 2008

IGUAIS

Agosto parece cumprir a sua tradição no que toca aos assuntos de realce, parece que ninguém quer saber de nada. Este de 2008 não fugiu à regra. De qualquer das formas sempre há a registar um ou outro momento enquanto o pessoal estava a banhos.
O mundo democrático lá esteve em peso nos Jogos Olímpicos de Pequim. Boicotes só para Cuba já que a China é um mercado muito interessante para o negócio e quando assim é não há direitos humanos que suplantem os interesses comerciais inclusive daqueles que se julgam o exemplo mundial em termos de democracia. O povo português, uma vez mais e como sempre, exigiu e crucificou aqueles que não conseguiram vencer as suas provas desportivas. Nos atletas negros que poderiam vencer viu sempre um cidadão nacional ao contrário do que lhe é habitual quando os vê a trabalhar no dia a dia numa qualquer obra e os define como imigrantes ou clandestinos. Os nossos indígenas queriam que todos os atletas nacionais conseguissem aquilo que eles próprios não conseguem na vida, lutar e vencer. Nunca lhes ligaram ao longo dos anos, a não ser aos profissionais do futebol, e nem quiseram saber da dimensão do seu país perante os outros nem tão pouco da política desportiva e de estruturas de que carece o país. O povo quer ganhar sem saber como e quando não ganha sente-se frustrado e cobardemente insulta e agride o elo mais fraco.
Em Agosto, o nosso Primeiro-Ministro ainda aproveitou para uma vez mais com pompa e circunstância mostrar ao país como criou emprego de qualidade e felicidade a mais uns milhares que lá para o norte irão em breve começar a trabalhar num qualquer Call-center da PT. José Sócrates acha que o país está a crescer e a desenvolver-se com este tipo de “fait divert” e tenta por todos os meios ao seu alcance esconder a falta de condições e as situações de precariedade da maioria daqueles que trabalham.
Em Agosto José Manuel Fernandes substituiu os “Gatos Fedorentos” com os seus editoriais de politica internacional no jornal de que é director. Num deles, este “grande pensador” do jornalismo português, mostrava a sua indignação quanto ao facto de empresas angolanas ou cidadãos angolanos poderem tornar-se accionistas maioritários das nossas importantes empresas nacionais. Mas oh José, então tu não és um verdadeiro defensor da lei do mercado e da globalização? Ou essa questão para ti só se deve aplicar quando estão em jogo os interesses dos teus grandes amigos norte-americanos? Se reparares também já existem muitas empresas americanas nas mãos de cidadãos árabes. Não me digas que acreditas na cor do dinheiro? Serás assim tão ingénuo? Nisso não acredito.
De resto em Agosto, o Presidente da Geórgia precipitou o país numa guerra com consequências imprevisíveis arrastando com a sua decisão completamente inoportuna para o mundo ocidental um número indeterminado de vítimas. Americanos e europeus não sabendo como “descalçar a bota” não querem desta vez igual tratamento para as regiões da Abecásia e da Ossétia do Sul como aconteceu com o reconhecimento ocidental da independência do Kosovo. O problema não está na independência daquelas regiões mas sim no facto de tal causa receber o apoio de Moscovo. Definitivamente o Ocidente nunca acreditou na nomenclatura russa.
Por último, Agosto divertiu a comunicação social e os bloguistas com mais uns assaltos à mão armada. Todos falam no reforço da segurança mas ninguém refere a sociedade que se constrói cada vez mais propicia ao fenómeno.
De regresso de férias neste fim de Agosto de 2008 percorrendo os mais diversos blogs dá para percebermos que Agosto é afinal igual a todos os outros meses. Por exemplo, Pacheco Pereira continua a sua cavalgada histérica e doentia contra a televisão do Estado enquanto que por outro lado a líder do seu partido continua calada como se nada se passasse. Venha daí o mês de Setembro.

Terça-feira, Agosto 12, 2008

PARTE, PARTIR

A nova Lei Laboral vai permitir que os patrões paguem parte dos salários em bens. Ou seja, um empregado de uma fábrica de parafusos até pode receber parte do seu ordenado em parafusos. Mas nem para todos a lei será má. Para os trabalhadores do sector do turismo esta nuance da Lei Laboral pode ser muito vantajosa. No final dos meses estes trabalhadores podem receber parte do seu ordenado em passagens aéreas e assim aproveitarem para de uma vez por todas abandonarem o país.

Domingo, Agosto 03, 2008

ALTERNATIVAS


Desloquei-me a um centro comercial para comprar um novo cinto para umas calças.
Descobri numa das suas lojas um que me agradou. Quando verifiquei o preço desisti de imediato. 60 Euros por um cinto. Chegou já a altura de em vez de se apertar o cinto começar a apertar a corda.

Quarta-feira, Julho 30, 2008

SERVIÇO PÚBLICO

A RTP volta a ter jogos da Primeira Liga de Futebol nas suas transmissões depois de um longo interregno. A reacção daqueles que são contra uma televisão do Estado não foi diferente do habitual assim como as criticas avançadas pelos proprietários das estações generalistas de televisão portuguesas sobretudo através de alguma imprensa que eles próprios controlam. Os ataques são exactamente os mesmos desde há muitos anos, diz-se, “a RTP é um sorvedouro de dinheiros públicos”. Porque não se discute e exige então a responsabilização por parte dos seus gestores e de quem os nomeia? “A RTP não presta serviço público”. Definam em primeiro lugar os critérios do que é serviço público. “O Estado não deve ser proprietária de uma estação de televisão”. Porque não? Televisão é exclusivamente um negócio? “Os governos controlam a RTP”. Não haverá solução para que tal não aconteça? Não seria mais importante debater-se antes essa questão? E quem controla as estações privadas? E o que os faz mover e com que intenções? “O Estado deveria pagar aos privados para estes prestarem o serviço público de televisão”. Mas já definiram o que é serviço publico para que tal se possa encomendar? E porque é que o Estado deve pagar aos privados aquilo que ele próprio pode fazer? “Porque os privados o fariam com menos custos“ dirão os defensores de tal tese. Mas à custa de quê? Certamente que à custa de profissionais mais baratinhos e pouco qualificados já para não falar nos meios tecnológicos a utilizar. Vamos então por partes.

Comecemos pelo caso concreto das transmissões desportivas que despoletou uma vez mais este grande alarido. Porque é que a questão só se coloca quando se trata do futebol? Que tipo de outras transmissões desportivas são asseguradas pelas estações privadas generalistas de sinal aberto? Praticamente nenhumas. A razão para que os privados tenham grande apetência pelas transmissões de futebol resume-se apenas às audiências e às receitas que elas geram. A RTP está proibida por alguma lei em assegurar grandes audiências? Se aquelas transmissões geram lucros qual a razão para criticar a estação pública com o argumento de que esta está a prejudicar o erário publico esbanjando o dinheiro dos contribuintes? Pelo que se sabe a RTP nestas negociações para além dos valores propostos apresentou como contrapartida algum do seu património programático para apostar forte frente à concorrência. Cedeu algumas horas de transmissão dos próximos Jogos Olímpicos de Pequim que saturariam as suas antenas e que nenhum privado fez questão em adquirir porque estes apesar da sua importância em termos desportivos já não movimentam grandes audiências assim como, alguns dos mais de 60 jogos do próximo Mundial de Futebol sem pôr em xeque as principais transmissões da prova de interesse publico e pelas as quais a RTP detém os direitos de transmissão desta vez apenas porque os mesmos foram adquiridos pela UER organização de que faz parte estação publica portuguesa entre outras estações publicas europeias.

Prosseguindo, quais foram as reacções dos mesmos protagonistas noutras situações quando a RTP no Europeu de Futebol de 2004 teve que ceder à SIC e à TVI parte dos seus jogos incluindo aqueles em que participava a selecção nacional? Nenhumas. Tudo sereno. E que reacções houve quando 2 anos depois a SIC que detinha os direitos do Mundial da Alemanha e mais tarde a TVI os do Europeu da Áustria e da Suíça e não cederam qualquer jogo à estação publica? Igualmente nenhumas, manteve-se a mesma serenidade. Porque não terão também questionado a medida de gestão que levou o anterior Conselho de Administração da RTP a alienar a sua participação na sociedade que detinha na rentável Sporttv e que no futuro, tal como já anteriormente ia acontecendo, se poderia revelar bastante vantajoso para a aquisição em parceria de direitos de transmissão de grandes eventos desportivos? Não terá sido porque assim se esvaziava o poder negocial da RTP e se abria um melhor espaço de manobra às estações privadas? Onde estavam na altura as vozes daqueles que agora se mostram tão preocupados com os dinheiros dos contribuintes? O silêncio tornou-se como que suspeito.

Por fim, alguns intelectuais da nossa praça insistem em não considerar as transmissões de futebol uma prestação de serviço publico. E se eles pensassem antes que todo o tipo de transmissão televisiva pode e deve ser encarado como prestação de serviço público desde que o mesmo seja assegurado com cuidados especiais, obedeça a critérios exigentes de qualidade de transmissão e seja assegurado pelos melhores profissionais do mercado. O público agradeceria ser servido assim. Seria um bom princípio. É isso que deve ser exigido à RTP.

Quinta-feira, Julho 24, 2008

SOLUÇÕES

O tempo passa e as consciências insistem em não mudar. Continuam as discussões à volta das soluções para os problemas globais. As conclusões giram sempre em torno das questões económicas, do dinheiro e do negócio que dizem fazer mover o mundo. As conversas neste sentido são levadas até à náusea. A situação e os tempos demonstram cada vez mais que o caminho não passa com certeza por aí. Apostar na JUSTIÇA sem subterfúgios de espécie alguma, na elevação da EDUCAÇÃO e sobretudo no CONHECIMENTO ajudariam muito mais. E como é que se lhes mete isto nas cabeças?

LEI OBESA

Consta que zelar pela nossa saúde é ajudar o Estado a poupar milhões. Em principio os ginásios são uma das boas soluções para atenuarmos a dureza e o stress das nossas vidas agitadas. Para que os portugueses recorressem ao exercício físico o governo resolveu por bem legislar no sentido dos ginásios beneficiarem na redução do pagamento de impostos para que estes por sua vez reduzissem o preço da sua utilização pelos seus utentes. Pelos vistos foram poucos os ginásios que atenuaram os seus preços mas que não deixaram de aproveitar os benefícios da nova lei. Não teria sido mais acertado se o governo antes beneficiasse os utentes dos ginásios com dedução nas despesas com a saúde no seu IRS? Pelos vistos mais uma vez os nossos governantes preocuparam-se mais com o negócio do que com as pessoas.

Terça-feira, Julho 22, 2008

GATO POR LEBRE

Quem viaja nos aviões da TAP para e a partir de S.Tomé sente-se defraudado. Sabe-se que a companhia já não tem ao seu serviço os aviões Airbus A310 que habitualmente faziam aquelas ligações. A companhia aérea portuguesa para continuar a manter a quase totalidade do exclusivo daquela rota teve que recorrer à sua antiga accionista WHITE, hoje pertença do grupo OMNI vocacionada para voos charter, e que tem na sua frota aquele tipo de avião que pelos vistos é o mais conveniente para a distancia e o tipo de aeroporto da ex-colónia portuguesa. Apesar do tratamento próprio que as companhias charter proporcionam aos seus passageiros, como em especial o espaço exíguo entre cadeiras já para não falar no tipo de refeições servidas a bordo, como neste caso, a TAP pratica tarifas como se de um voo normal se tratasse não dando qualquer satisfação aos seus passageiros que, não tendo alternativa pagam caro sendo tratados ao nível daqueles que viajam em voos charter com menores condições mas com preços mais convenientes e a condizer mais com a qualidade do serviço.

Segunda-feira, Julho 21, 2008

NADA DE NOVO

António Borges, aquela figura convencida e talvez sinistra que procura estar no PSD mas afastado da confusão da militância partidária, veio em crónica publicada no jornal “O Publico” dizer que, “o grande desafio para o PSD é relançar a iniciativa privada”. O actual Vice-presidente do PSD afirma que “é preciso dar aos empresários e, sobretudo aos novos empreendedores com grande espírito de inovação, a oportunidade de mobilizarem recursos e de lançarem novos projectos e orientar toda a capacidade concretizadora e inovadora desses empresários para o mercado externo, onde não falta espaço de penetração de novas iniciativas provenientes de um país pequeno.” O António Borges anda ou faz-se muito distraído, Portugal já pouco tem que dar do que é pertença de todos os portugueses a tais ilustres empresários, já lhes entregou a Banca, a Galp, a EDP, a PT, só para referir os sectores mais importantes, os resultados estão à vista, aquelas riquezas passaram das mãos de todos para os bolsos cheios de alguns accionistas sem que Portugal viesse economicamente a ganhar muito com tais transacções. António Borges só vê virtudes na classe empresarial exactamente naquela que tem demonstrado ao longo dos tempos ter pouco nível, ser pouco escrupulosa e pouco democrática e sobretudo, ser muito incompetente ao contrário daqueles pobres portugueses que sentindo-se obrigados a emigrar ajudaram outros países a desenvolverem-se quando geridos convenientemente por gestores capazes e de outra estirpe. Os factos não enganam como nos pretende dizer este novo militante social-democrata. Tem o senhor o descaramento ainda de escrever que, “Portugal é um país de empresários”, se assim fosse bastaria acrescentar que estão todos tesos e à beira da ruína graças sobretudo a estas cabeças pensantes.

Sábado, Julho 19, 2008

SEM EXECPÇÃO

O mundo está preocupado com um Irão armado nuclearmente. O mundo ainda não percebeu ou faz que não percebe que a única resolução justa passaria pelo desarmamento nuclear de todos os países. Se Israel pode ter armas que atinjam o Irão porque não podem os iranianos ter o mesmo tipo de armas para fazer frente aos israelitas? E se as negociações que o Ocidente propõe começassem exactamente por aí? Pelo desarmamento total? Ficaríamos todos muito mais descansados.

MUITOS PARABÉNS

No dia do seu 90º aniversário Nelson Mandela vale todas as felicitações não só pelo homem que, sacrificando quase uma vida inteira lutou pelo fim do apartheid mas, sobretudo pelo seu exemplar comportamento após ter assumido o poder na África do Sul. Não teve fome de vingança, soube moderar os impulsos entre todos os inimigos e foi único na forma como se retirou para junto dos seus familiares. Nelson Mandela é demasiado grande para este mundo em que vivemos. A história o consagrará.

Domingo, Junho 29, 2008

O POLVO

Eles aí estão prontos para o assalto ao poder. Os barões e os neo-liberais estão satisfeitos com o ultimo congresso e as eleições directas do PSD. Querem mais do que aquilo que o governo de José Sócrates lhes deu. Manuela Ferreira Leite serve ainda melhor os seus inesgotáveis interesses. Sabem que a sua nova líder não os engana e que em simultâneo consegue credibilizar o partido e seduzir a opinião pública utilizando aquela postura austera e de respeitabilidade falando desde já demagogicamente para as massas e preparando assim a próxima época eleitoral. Não é por acaso que no seu discurso de aclamação pede a suspensão imediata dos projectos relativos às grandes obras publicas como por exemplo, o novo aeroporto de Lisboa e o TGV em benefício de politicas sociais. Ela sabe e, eles também sabem que o povinho se comove ouvindo destas coisas e que esse mesmo povo se esquece que muitas das grandes obras, independentemente da sua utilidade e mais valia, foram mandadas executar ou apoiadas por governos do PSD, alguns deles de que a Sr.ª também fez parte. Diversas auto-estradas, Expo 98, Euro 2004 e o Centro Cultural de Belém são alguns dos exemplos. Obras que foram como sempre suportadas pelo erário publico mas de que necessitaram e com elas muito lucraram algumas entidades privadas que, por interesses óbvios, muitas delas através dos seus donos e gestores, sempre foram apoiantes das politicas do Partido Social Democrata e muito certamente alguns deles ali estiveram militantemente no congresso do ultimo fim de semana aplaudindo entusiasticamente a nova testa de ferro do partido a quem talvez terão dito posteriormente nos bastidores, ou mais tarde nos seus profícuos encontros convívio que, falar para as massas assim está bem mas para se tratar da “massa” já o caso tem que mudar de figura. Mesmo sem ter uma politica e um programa de governo muito distinto que do actual governo socialista, exceptuando-se mais uma ou outra privatização ou outro interesse particular, Manuela Ferreira Leite e a sua gentalha já começaram a trabalhar preparando o seu futuro mas nunca o nosso. Está tudo pronto, a começar pelo tratamento da sua “imagem” na comunicação social, Marcelo Rebelo de Sousa cuidará aos domingos à noite dos tempos de antena na RTP e Pacheco Pereira fará o mesmo na televisão do igualmente militante Pinto Balsemão já para não referir algumas “miudezas falantes” espalhadas por todo o lado. Eles comem tudo.

Sábado, Junho 21, 2008

POUCO IMPORTANTE

Aconteceu algum desastre nacional com a eliminação da selecção portuguesa do Euro2008? Obviamente que não. Apenas quem vive alienado com o fenómeno futebolístico ou aqueles que olham para o futebol sem o entenderem convenientemente podem sentir hoje um enorme desgosto e não perceber o que realmente se passou com a derrota frente a uma selecção que já foi várias vezes campeã da Europa e do Mundo. Os portugueses deixaram-se arrastar por uma onda de entusiasmo muito alimentada sobretudo, porque lhe dá muito jeito, pela generalidade da comunicação social e pela maioria dos jornalistas que nestas alturas trocam a “camisola” da profissão pela do adepto. A partida da selecção para o Euro, mostrada até à náusea e com recurso a grandes meios técnicos pela totalidade das estações de televisão generalistas, foi exemplar, já para não referir a exaustão do tratamento informativo (?) de que foi alvo o acompanhamento da selecção nos dias seguintes. Pensar assim “não é buscar ao caixote ideológico a alienação, o nacionalismo e outro palavrório da praxe” apanágio das gentes de esquerda como acusa Vasco Pulido Valente numa das suas crónicas no jornal “O Publico”. Pacheco Pereira, que de esquerda apenas tem um braço e uma perna, também fez uma leitura semelhante do acontecimento.Incutiu-se à força na população que éramos os maiores, parecendo até que não iríamos em primeiro lugar, ter que disputar com outras três selecções integradas num mesmo grupo uma passagem aos quartos de final, depois uma meia-final antes de chegar à final desejada e por ultimo ganhá-la para depois então festejar condignamente. Ninguém teve o bom senso de explicar racionalmente a toda esta gente as coisas mais simples que caracterizam o futebol. Não é um caso de vida ou de morte nem tão importante como o “pintam”, são onze contra onze, vence quem mete mais bolas na baliza do adversário, quase todos quando chegam a esta fase são tão bons ou melhores que nós e todos têm o mesmo desejo que é ganhar. A sorte também faz parte do jogo e nem sempre vence o mais forte ou mais habilidoso. Para se ser campeão é preciso ganhar jogo a jogo antes de lá chegar. Os adversários devem ser respeitados e não é por se fazer mais barulho do que os outros que se vence no futebol. Os portugueses lançaram os foguetes quando ainda não havia nada para festejar. Assim custa-lhes mais.

Quinta-feira, Junho 19, 2008

É DISTO QUE O MEU POVO GOSTA

Pronto, Portugal está para já nos quartos de final do Euro2008 e os portugueses, com a ajuda muito preciosa e pirosa da nossa comunicação social, estão muito felizes. O mesmo não acontece com países como, a Suécia, a Dinamarca, a Finlândia, o Luxemburgo, a Noruega, a Inglaterra, a Suíça e a Áustria. Que bom seria se tudo se passasse ao contrário, eles a marcarem golos e nós com um razoável grau de desenvolvimento e civilidade. Impossível? Então que venha daí a Alemanha para nós os aviarmos com o Ronaldo e companhia e assim os “tugas”continuarem felizes por mais uma semana.

Segunda-feira, Junho 16, 2008

A CONFIRMAÇÃO


Domingo, Junho 15, 2008

O ABANÃO

Bastaram 2 a 3 dias de boicote para o país começar a abanar. Muito já se escreveu sobre as não razões para a atitude dos camionistas e sobretudo sobre as ilegalidades das sua formas de luta. Os camionistas têm tantas razões de queixa como a generalidade dos portugueses e deveriam, tal como os outros, suportar os custos dos aumentos dos combustíveis. A única diferença é a de que a maioria dos cidadãos não tem outro remédio que seja pagar e calar enquanto que as empresas têm a possibilidade de debitar nos seus consumidores os custos de tais aumentos e daí não se compreender à primeira vista os porquês de tanta barulheira. As empresas de camionagem detêm em particular ainda mais um trunfo de peso que é o de recusarem prestar serviços essenciais à vida normal do país. Com a sua paragem o resultado esteve à vista de todos, os combustíveis começaram a falhar nos postos de abastecimento assim como os artigos de variadíssima ordem nas prateleiras dos supermercados e logo, a confusão e o medo começaram a instalar-se.
Enquanto durou a luta dos interesses da camionagem foi curioso acompanhar a opinião expressa por alguns habituais escribas da nossa praça. Os analistas, cronistas, líderes de opinião ou aquilo que se lhes quiser chamar, que com as suas opiniões vão alimentado de forma a garantir a sustentação do sistema que os mantém, começaram a ficar bastante agitados, mais do que o habitual, em relação a outras lutas que menos os perturbam. Desta vez, mesmo apesar dos seus vastos recursos para fazer frente às crises em relação à maioria da população, demonstraram maiores preocupações com a situação despejando toda a sua ira em cima dos representantes dos camionistas reivindicativos quase apelando nas entrelinhas às autoridades e ao governo a utilização urgente e imediata da força para pôr fim ao bloqueio criado. Um exemplo, Pacheco Pereira escreveu: “Impedir a circulação e bloquear estradas é ilegal, organizar piquetes que impedem com violência os camiões de passar é ilegal, e tudo isto é feito diante dos olhos dos agentes da GNR que passivamente assistem não se sabe bem para quê.”
Esta gente não se preopcupou, como seria sua obrigação, de friamente analisarem as profundas e imensas causas de todo o turbilhão que ameaça o seu sistema económico. Sentiu-se agora que simplesmente o que estava em causa era o combustível para encher os depósitos dos seus “popós” e, caso o problema se prolongasse, a comidinha em cima da mesa dos restaurantes apesar de terem o dinheirinho para os pagarem a preços mais elevados. Tal como diria o timoneiro chinês Mao Tsé-tung, o sistema e o modelo que defendem não passa afinal de um “ tigre de papel” que ao mínimo abanão se desmorona facilmente. Este conflito ameaçou agitar o modus vivendi desta gentalha e daí o seu desespero. A procissão ainda agora vai no adro. Quando a crise se tornar ainda mais profunda com consequências talvez dramáticas, não serão os bastante poderosos, cujos seus interesses estes cães de guarda ajudaram a alimentar manipulando de diversas maneiras a opinião pública, que lhes irão valer. Perante explorados e exploradores serão sempre vistos como verdadeira escumalha. Por agora são utilizados como fazendo parte daqueles pobres contratada para arruinar a outra parte dos pobres.
Foi também interessante verificar o comportamento dos partidos da oposição durante a paralisação dos camionistas. O seu silêncio, particularmente no caso do PSD, foi estranhamente e imensamente ensurdecedor. Chegou a pensar-se que toda a classe politica “laranja” se tinha ausentado do país para a Suíça para apoiar a selecção da Holanda que equipa da mesma cor e que está a praticar um excelente futebol. Só depois de desbloqueada a situação pelo governo PS, não interessa por agora saber de que forma e com custos, é que começaram a aparecer algumas vozes do maior partido da oposição a manifestar algumas sentenças criticas pouco ou nada sustentáveis e demagógicas tão só em relação à solução encontrada pelo governo como o fez Aguiar Branco num debate da RTPN. Se Manuela Ferreira Leite e Aguiar Branco são alternativa ao governo de José Sócrates estamos então definitivamente entregues à bicharada.

Sábado, Junho 14, 2008

MAL TRATADO

O Tratado de Lisboa poderá vir a tornar-se num imenso rolo de papel higiénico para a maioria dos europeus depois do “NÃO” no referendo irlandês. Os políticos da União Europeia tiveram a resposta que merecem. É discutível que uma minoria europeia condicione a aceitação de tal tratado mas essa é a regra do jogo. É certo que também foi a única chamada a pronunciar-se ficando a pairar a dúvida de qual seria a resposta caso todos os países da União optassem por referendar um assunto tão importante para o futuro dos europeus. Os políticos tecnocratas da UE fecharam-se na sua “concha”, procuraram o “arranjinho” receando a opinião da generalidade do povo. Eles lá sabem os porquês. A situação económica dos trabalhadores na Europa degrada-se a cada dia que passa, o desemprego aumenta, os salários não sobem, a flexi-segurança e a precariedade no trabalho fazem parte de uma estratégia que só serve para encher os bolsos de uma minoria que controlam os grandes grupos económicos. Ainda recentemente, os ministros de Trabalho do bloco conseguiram levar à frente uma proposta escandalosa, para não lhe chamar esclavagista, no sentido de ampliar os limites da jornada de trabalho para 65 horas semanais e que deve ser aprovada pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. Um estratagema para evitar o pagamento de horas extraordinárias e nivelar as condições de trabalho por baixo à semelhança dos países terceiro-mundista. Os políticos defensores deste trágico sistema neo-liberal sabem muito bem que estas são muitas das razões que os fazem temer numa qualquer eventual consulta popular das suas politicas e por isso a maioria evitou fazê-lo em relação ao Tratado de Lisboa incluindo o Primeiro Ministro português José Sócrates contrariando até a sua promessa eleitoral. Tinha sido “porreiro pá”, e até terias ficado bem na fotografia se em vez de posares num estilo parolo e vaidosamente ao lado dos poderosos, tivesses cumprido pelo menos esta promessa com a qual terias saído a ganhar, até porque em relação a Portugal, supõe-se que o “SIM” teria grandes hipóteses porque, apesar de tudo, os portugueses continuam a achar ser perigoso confrontar a União Europeia temendo as consequências de tal decisão. Os nossos indígenas sabem, com razão, que não podem contar com a qualidade e a gestão dos nossos políticos preferindo estar sujeitos aos ditames da política económica estrangeira e sobretudo dos fundos comunitários. Portugal não tem politicas e ideias próprias nem condições para trilhar o seu próprio caminho. Portugal prefere estar sempre dependente de alguém que zele por si. Portugueses e restantes europeus ficarão agora a aguardar pelas soluções que os políticos da União hão-de encontrar para dar a volta a este “NÃO” irlandês. Eles lá procurarão com subterfúgios resolver o problema à sua maneira e de forma a fazer prevalecer os seus interesses nem que para tal tenham que ignorar uma vez mais a generalidade da opinião pública. Por este caminho vai ser triste o destino dos europeus.

Quarta-feira, Junho 11, 2008

O TERROR

O mundo vive dias cada vez mais agitados, a procura de soluções para os grandes problemas e para a abertura da consciência colectiva impunha-se. As televisões tinham a obrigação de ajudar mas pelo contrário, participam em grande na alienação e na elevação da estupidez e da ignorância. Sobretudo as televisões portuguesas, sem excepção…o seu nível é abaixo de tudo.

Terça-feira, Junho 10, 2008

ADEUS RASPADINHA

O veterinário telefonou-me hoje para dizer que a minha Raspadinha não tem salvação, não reage à medicação, sofre com a falta de ar e que em consequência tenho que tomar uma decisão ou seja, autorizar a injecção mortal. Decisão difícil para quem gosta tanto de um animal.

Sábado, Junho 07, 2008

CFB, A OBRA É O SEGREDO DO NEGÓCIO

Os chineses estão agora a reconstruir uma daquelas que foi considerada das maiores obras dos caminhos-de-ferro. A linha do Caminho-de-ferro de Benguela que atravessa toda a Republica de Angola entre o porto do Lobito e a Republica Democrática do Congo, ex Zaire, aproximadamente com 1300 km de extensão. Em Novembro de 2001, a concessão de 99 anos do CFB terminou, passando o caminho-de-ferro a pertencer ao estado angolano, assim como todas as infra-estruturas móveis associadas. Em consequência da guerra angolana pós-independência, o CFB ficou praticamente desactivado limitando o seu serviço ao transporte de passageiros entre as cidades do Lobito e Benguela que distam apenas 30Km entre si. Depois de várias tentativas de reconstrução da totalidade da sua circulação, parece que só agora as obras arrancaram em definitivo com o patrocínio da China. Recentemente ficou-se a saber que a antiga estação da cidade de Benguela foi totalmente destruída em consequência da tal reconstrução do CFB. A questão que se coloca é a de saber até que ponto era necessário praticar tal acto numa infoestrutura que talvez as autoridades angolanas deveriam considerar como património nacional e cultural substituindo-a por uma obra feita às “três pancadas”? É quase certo, com mais este negócio ganham os chineses e alguns dirigentes da elite angolana. É lamentável.

Sexta-feira, Junho 06, 2008

AMAZÓNIA

DIVULGADO A PEDIDO DO BLOGUE DA MERDA

Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos... Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).·Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:·


'De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.·Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade.·Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço.·Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.·Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.·Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.·Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.·Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.·Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.·Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro,·Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.·Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.·Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.·Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.·Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.·Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.·Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.·Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! '

Terça-feira, Junho 03, 2008

A ESCOLHA DO DIABO

Até aqui a direita e sobretudo a classe empresarial viram os seus interesses salvaguardados pelas políticas de José Sócrates e como tal tacitamente o apoiaram ao longo deste seu mandato enquanto os seus partidos tradicionais não lhes ofereciam as mínimas garantias graças à falta de credibilidade dos seus dirigentes. Agora o problema está resolvido, Manuela Ferreira Leite inspira-lhes confiança. José Sócrates será abandonado e em desespero irá apelar à ajuda dos mais desfavorecidos e da esquerda portuguesa. Talvez seja tarde, Sócrates nada fez para merecer qualquer voto de confiança, bem pelo contrário.

Sábado, Maio 31, 2008

A CRISE ULTRAPASSA-NOS

Ontem seguia na A5 entre Cascais e Lisboa a uma velocidade aproximada dos 120KM quando de repente fui ultrapassado por três carros em alta velocidade ficando até com a sensação de que estava parado. As três “bombas” eram um Range Rover, um Porche e um AudiTT, todos topo de gama. Era a crise a passar por mim.

Sexta-feira, Maio 23, 2008

UMA FRASE BATIDA

Uma vez mais não é nada abonatório um estudo que coloca Portugal na cauda da Europa a 25 em relação à desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.
O coordenador do estudo “Um Olhar Sobre a Pobreza”, Alfredo Bruto da Costa, não tem dúvidas: "os baixos salários são um problema grave, que contribui para a pobreza em Portugal. É preciso aumentar os ordenados e democratizar as empresas."
Na entrevista que Alfredo Bruto da Costa dá hoje ao jornal “O Público”, a determinada altura o jornalista questiona-o nos seguintes termos:
"Apesar de tudo, mais vale ser pobre em Portugal do que em alguns países de África ou da Ásia?"
Aí está a pior argumentação a que o nosso fado nos habituou, "temos que nos dar por felizes, há muitos milhões em piores condições do que nós."

Quinta-feira, Maio 22, 2008

VIOLÊNCIA

A imagem aérea de Sichuan na China divulgada pela imprensa depois do violento terramoto é impressionante. Tão impressionante e quase tão semelhante como qualquer imagem aérea do caos urbanístico da Amadora ou de Alfornelos em Portugal. Em Sichuan a força da natureza não teve dó, na Amadora e Alfornelos a força do homem também não.

Quinta-feira, Maio 15, 2008

E ASSIM VAI O PAÍS

Teixeira dos Santos seguindo os conselhos do Presidente da Republica demonstrou a sua indignação em Bruxelas em relação aos elevados honorários auferidos pelos gestores das empresas privadas portuguesas. Se o ministro das finanças está preocupado com os casos de injustiça verificados no nosso país não é optando por este tipo de estratégia que resolverá os problemas dos mais pobres e dos trabalhadores em geral que têm ordenados miseráveis. O que o ministro pretende é atirar poeira para os olhos dos portugueses com discursos demagógicos e aproveitar a ocasião para fazer um pouco de campanha eleitoral. A frágil situação em que se encontram a maioria dos portugueses não é devido aos altos ordenados dos gestores privados mas sim graças às politicas economicistas adoptadas pelos diversos governos que temos suportado e muito sobretudo pelo governo de José Sócrates e Teixeira dos Santos. Se o ministro das finanças está muito preocupado com a situação dos portugueses o que tem a fazer é aconselhar o seu governo a não adoptar politicas económicas injustas para a generalidade dos trabalhadores. Por exemplo, não é com as alterações ao novo código de trabalho que mais servem as empresas e os patrões que o governo contribui para o melhor bem estar dos portugueses, não é com a introdução da flexi-segurança que ficam salvaguardados os trabalhadores portugueses, não é com a tentativa sub-reptícia de acabar com a contratação colectiva que se garante a defesa de quem trabalha, não é com o facilitismo politico e económico dados aos grandes grupos económicos que o governo assegura melhor justiça e melhor distribuição da riqueza, não é alienando a quase totalidade dos bens públicos rentáveis a interesses privados, como têm feito os sucessivos governos, que se garante um substancial crescimento económico. O ministro Teixeira dos Santos deveria compreender que a situação dos gestores privados a quem se refere com elevados ordenados roçando o escândalo em relação a outros países mais ricos e mais desenvolvidos se deve à impunidade de que gozam em termos políticos e económicos. Fazem o que querem, exigem e são contemplados mesmo sem resultados, ostentam a sua riqueza enquanto exploram diariamente os seus empregados regateando ao cêntimo qualquer aumento salarial, procuram evitar pagar mais pelo trabalho extraordinário mas querem sempre mais carga horária laboral gerida a seu bel-prazer, evitam a todo o custo contratualizar, só eles querem impor regras e ainda exploram os consumidores com elevados preços dos seus produtos e muitas das vezes com fraca qualidade. O governo de Teixeira dos Santos tem ajudado muito à festança. Ainda a propósito das palavras do ministro das finanças proferidas em Bruxelas este sujeitou-se a ouvir as reacções prepotentes de alguns gestores privados portugueses como Fernando Ulrich do BPI e de Belmiro de Azevedo. O primeiro quase que chamou de pateta ao ministro e o patrão da Sonae, tal como sempre foi do seu timbre, ameaçou de imediato com a saída dos gestores portugueses para o estrangeiro, como se no estrangeiro houvesse muitos gestores portugueses competentes, nem cá como se tem provado pelos resultados apresentados quanto mais lá fora. O que Ulrich e Belmiro quiseram dizer ao ministro das finanças foi, “esteja é caladinho e procure manter as calças dos portugueses em baixo para nós estarmos à vontade.”

Quarta-feira, Maio 14, 2008

O EXTRACTO E O SUBSTRATO

Angola exige aos estrangeiros que pretendem visitar o país, para além de outros documentos, a apresentação de um extracto bancário. É certo que não o faz por acaso, os portugueses foram os primeiros a implementar esta medida em relação aos angolanos que faziam questão em viajar para Portugal. Descurando a solidariedade que deveria presidir à relação entre os povos, esta era uma medida adoptada pelo nosso país de forma a evitar que o desgraçado do “pé descalço”, procurando fugir da miséria e sobretudo da guerra, se viesse a instalar em Portugal.
Todas as decisões governamentais tomadas pelos países estrangeiros em relação a Angola foram também sempre de imediato igualmente adoptadas pelos dirigentes angolanos.
Entretanto os tempos vão mudando, hoje há menos angolanos a quererem instalar-se em Portugal, exceptuando as empresas angolanas, e vamos aguardar para verificar se pelo caminho que as coisas estão a ter mais tarde ou mais cedo não se dará o reverso da medalha com os desgraçados do “pé descalço” dos portugueses quererem partir para outras paragens incluindo a Republica de Angola à procura de sustento.
Em vez dos governantes de qualquer país exigirem o extracto bancário de um qualquer cidadão, que deveria ter o direito de viver e viajar para onde lhe apetecesse, deveriam antes eles próprios, demonstrar como enriqueceram tão desmesuradamente e tão depressa mantendo os seus povos na maior das pobrezas e miséria. Por esta razão os incomoda tanto, aos dirigentes angolanos e a alguns portugueses sem escrúpulos com interesses em Angola como o Banco Espirito Santo, as palavras de denuncia e revolta em relação à miséria que grassa por este mundo proferidas por um musico que dá pelo nome de Bob Geldof.

Terça-feira, Maio 13, 2008

FELICIDADE FÁCIL

Na semana passada o jornal “O Publico” fez a apresentação de um livro de Eric G. Wilson com o sugestivo nome “Against Happiness: In Praise of Melancholy”.
A propósito da temática o jornal consultou a opinião de várias personalidades com o intuito de saber se, tal como os americanos, os portugueses também estão cada vez mais interessados na felicidade fácil. Por exemplo, Mário de Carvalho diz que, “Portugal, ao contrário de outros países europeus, não está preparado para suportar o nível de degradação que corresponde aos tempos vertiginosos actuais. Acrescenta Mário de Carvalho, “temos um défice cultural e cívico acumulado ao longo da história e não apenas no sec. XX. Défice que se reflecte no abocanhamento dos recursos públicos por interesses dominantes e em modelos sociais que privilegiam a negociata, as tranquibérnias e as falcatruas. Os portugueses, tal como os americanos, têm vontade de se abstrair das dificuldades mas não de forma consciente. São vítimas de uma politica de instigação, ao serviço de interesses difusos instalados, que lucram e prosperam na nossa sociedade. São obrigados, seja pela televisão, seja pelo futebol, a viver aturdidos, são vítimas de uma gigantesca lavagem ao cérebro e manipulação do espírito.
Também o sociólogo das religiões, Moisés Espírito Santo coloca em duvida as capacidades dos nossos indígenas. Diz ele que, “os portugueses por muito melancólicos que sejam, não têm espírito criador. Sempre tiveram necessidade de copiar. Até podemos ser férteis em literatura. Camões, Eça e Saramago são grandes escritores. Mas não somos férteis em mais nada. Basta pensar na filosofia e na teologia. Temos 90% de católicos, mas não há entre nós um único criador de teologia. Que é que isso diz de nós? Que somos uma cultura estéril, sempre fomos. Na fase dos descobrimentos fomos férteis, mas considero isso quase uma acaso, um acidente, que aliás, acabou depressa, por causa da inquisição. De resto, somos um povo seguidista, obediente, passivo e dependente. O ideal do português não é buscar via própria, mas ficar dependente do patrão, do dominador, dos valores vigentes.”

Domingo, Abril 13, 2008

NÃO VÊ BEM A COISA

O ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, admitiu hoje que Portugal tem uma das legislações laborais “mais rígidas do Mundo”, defendendo uma maior aposta na "flexisegurança".
Vieira da Silva esqueceu-se de dizer também que, Portugal tem a classe empresarial mais mal formada Europa para além de um elevado grau de empregos precários.

Quarta-feira, Março 26, 2008

DE QUEM SE FALA

O nome da senhora anda nas bocas dos portugueses por causa de uma luta estúpida entre uma aluna malcriada e uma professora demasiado benevolente. Afinal quem é Carolina Michaelis que dá nome à escola onde tudo aconteceu?
Carolina Michaëlis (Berlim, 15 de Março de 1851Porto, 22 de Outubro de 1925) foi a mais célebre filóloga da língua portuguesa. Foi crítica literária, escritora, lexicógrafa, investigadora e a primeira mulher a leccionar numa universidade portuguesa, na Universidade de Coimbra.
Nascida em Berlim portuguesa por casamento e por devoção. Em 1876 casaria com Joaquim António da Fonseca Vasconcelos, musicólogo e historiador de arte.
O trabalho de investigação de Carolina Michaëlis levou-a a corresponder-se com inúmeros nomes grandes da cultura, como os portugueses Eugénio de Castro, Antero de Quental, João de Deus de Nogueira Ramos, Henrique Lopes de Mendonça, José Leite de Vasconcelos, o Conde de Sabugosa, Teófilo Braga, Trindade Coelho, Anselmo Braamcamp Freire, Sousa Viterbo, Alexandre Herculano, os médicos e escritores António Egas Moniz e Ricardo Jorge, os espanhóis Menéndez y Pelayo e Menéndez Pidal..

Sábado, Fevereiro 16, 2008

IMPRESCINDÍVEL

Noticia de primeira página do jornal 24Horas desta sexta-feira:
“O FILHO DE VITOR NORTE NASCE DAQUI A UM MÊS.”
Os parabéns ao director do referido jornal pelo destaque dado a um assunto que muito vem preocupando a sociedade portuguesa desde há 8 meses.

Domingo, Fevereiro 10, 2008

NÃO SE CALEM

A propósito da desmarcação de Manuel Alegre em relação às politicas do Partido Socialista, Vasco Pulido Valente pergunta numa das suas crónicas se “ainda há socialismo no Ps?” Diz VPV, “Alegre sabe que o mundo mudou e o que ele quer, no fundo, é um indefinido (e indefinível) socialismo para um mundo diferente. Não lhe ocorre por um segundo que o socialismo fazia parte do mundo velho e morreu com ele. Como, de resto, não ocorre a milhões de portugueses”
Com todos os seus defeitos o espírito socialista caracterizou-se por princípios de justiça e solidariedade. Terão esses princípios sucumbido nos tempos modernos? Talvez não, e tal como diz VPV, ainda há milhões de portugueses e milhões de outros cidadãos do mundo que não acreditam na morte do socialismo, ou melhor dizeendo, na morte da mudança e da justiça. A questão que se coloca é a de que todos esses milhões estão muito bem adormecidos, enfraquecidos, desarmados ou alienados pelo actual sistema. Como historiador que é, Vasco Pulido Valente deveria perceber que todos os sistemas, incluindo o actual, não são eternos, às vezes bastará um simples fósforo. Quando os tais milhões perceberem que estão encurralados e sem solução para as suas vidas pode ser que esse fósforo se acenda. Depois será tudo muito mais violento e lá vai mais um sistema para o caralho.

Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

VIRAR O BICO AO PREGO

Que se passa no reino de Portugal? Durante 3 anos José Sócrates não fez outra coisa que aniquilar os direitos adquiridos, privilégios como ele dizia, das gentes mais desfavorecidas. Nos últimos dias o Primeiro-Ministro começou a preocupar-se com o povo e ameaça virar à esquerda. Quando o ministro Mário Lino ficou mal visto com a mudança do aeroporto de Lisboa da OTA para Alcochete, Sócrates, para salvar a posição do seu ministro, sentou-se ao lado daquele numa conferência de imprensa para dizer aos jornalistas, com a sua habitual pose prepotente, que as politicas do Ministério dos Transportes e Obras Públicas não era de exclusiva responsabilidade daquele ministério mas sim do seu governo. Agora José Sócrates não pensa assim, após a contestação à política da saúde do seu governo, o Primeiro-Ministro já sacrifica o seu ministro da saúde e sacode a água do capote em relação às suas responsabilidades como líder do governo. Por incrível que pareça, hoje mesmo, e um mês depois do Presidente da Republica ter chamado a atenção para o assunto, José Sócrates mostrou-se muito preocupado com os casos de injustiça em relação aos chorudos ordenados e indemnizações dos gestores portugueses. Não dá para acreditar ao que vamos começar a assistir a partir de agora em relação às políticas que Sócrates vai adoptar até às eleições do próximo ano. Para estes gajos a democracia tem aquele defeito incomodativo de se realizarem eleições de 4 em 4 anos.

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

UM PAÍS AO FUNDO

Sócrates está para a esquerda ortodoxa como Mário Soares está para a direita mais conservadora e reaccionária. Alguns milhares de portugueses, sobretudo os que viveram nas ex-colónias portuguesas, responsabilizam o ex-líder do Partido Socialista e ex-Presidente da República pela entrega do “Império” após a revolução de Abril e pelo transtorno causado às vidas daqueles que nasceram, cresceram ou viveram nas ex-províncias ultramarinas. O actual Primeiro-Ministro frustrou todos aqueles que acreditavam nos princípios da esquerda e será responsabilizado por milhões de portugueses pela perda dos seus direitos mais elementares e consequentemente pela desgraça que lhes começa a tocar não lhes augurando nada de bom no seu futuro.

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

TRISTE FIM

Quando acontecia com os clubes de países como Espanha, Inglaterra, França, Alemanha ou Itália, a situação não merecia tanta preocupação como a de hoje em que uma equipa de futebol de um país como a Roménia, o Politécnica Timisoara, conseguiu contratar a um clube português um jogador (Mlilhazes do Rio Ave), tornando assim claro que os sinais relativos ao fortalecimento das economias dos dois países está a mudar radicalmente.
Nos tempos que correm, e por muito que José Sócrates tente esconder o facto, não tardará que num futuro breve, também os clubes e as empresas da Albânia ou do Cazaquistão consigam oferecer melhores condições aos profissionais portugueses.

Domingo, Janeiro 20, 2008

ABERTURAS FECHADAS

Os cubanos vão hoje às urnas para escolher os deputados da Assembleia Nacional. A imprensa ocidental noticia o acontecimento, criticando o facto de este acto ser uma fantochada que apresenta 614 candidatos para 614 lugares e que assim o regime cubano continua a não dar sinais de abertura.
Talvez fosse importante que a nossa imprensa, sempre muito critica aos desvios democráticos das políticas internas dos países de Fidel de Castro e Hugo Chávez, se empenhasse de igual forma e se começasse a preocupar também com os desvios democráticos da nossa sociedade. Aos poucos também vamos ficando sem saída.

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

PARTIDO ÚNICO

Depois de acesa polémica, o partido do governo de José Sócrates, aliado ao maior partido da oposição, parece ter desistido de levar por diante a ideia de carácter fascistóide de exigir aos pequenos partidos que, para se manterem dentro da legalidade teriam que comprovar ter no mínimo 5000 filiados. Para além do facto de ser muito abusivo o Estado exigir ter em seu poder os dados confidenciais dos partidos políticos e dos seus militantes, os dois maiores partidos portugueses acham que todos os portugueses, para participarem na vida democrática do país, têm forçosamente que estar inscritos nos partidos políticos ou estes para que possam divulgar as suas ideias têm que angariar a inscrição de um certo numero de militantes. Já não basta que as pessoas simpatizem com determinados projectos, não, para esta gentalha só quem é filiado é cidadão de pleno direito. Que se saiba, muitos portugueses têm escolhido e votado em projectos políticos sem que alguma vez tivessem a necessidade de se filiarem em qualquer partido. Aliás, todos os partidos logicamente têm nos vários actos eleitorais registado um maior número de votos em relação ao número dos seus militantes. Quantos militantes tem o Partido Socialista ou o Partido Social–Democrata? Não será um número razoavelmente insignificante pequeno em relação à maioria da população portuguesa? Então o que justifica a sua existência? O que PS e PSD desejam é que não surjam outras ideias e diferentes projectos políticos dos seus que cada vez mais se assemelham. Hoje exterminar-se-iam os partidos com menos de 5000 militantes inscritos, mais tarde aconteceria o mesmo a quem não tivesse representatividade parlamentar e depois a quem não fosse o mais votado de todos até chegarmos por fim ao partido único. Como antigamente. E dizem eles que o Hugo Chávez não é democrata.

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

OS MISERÁVEIS

Tivemos a oportunidade de assistir pela televisão a mais uma imagem confrangedora do mundo da bola. Meia dúzia de energúmenos perseguiram e tentaram espancar um director desportivo de um clube de futebol porque o seu clube está sob a ameaça de perder 6 pontos no campeonato de futebol cá da terra. Pontos que até não serão significativos no final da prova. Mas pronto, eles acharam que o director desportivo era o responsável pela incorrecta inscrição de um jogador no seu clube e, como se de um qualquer assassino se tratasse, em grupo lá foi aquela gente atrás do homem ameaçando-o e espancando-o cobardemente. São os mesmos tipos que, no dia a dia das suas vidas, sendo explorados e enganados de diversas formas se mantêm também cobardemente passivos e quietos.

Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

QUEM TEM EMPREGO TEM MEDO

Quando num qualquer país um simples trabalhador de uma qualquer empresa receia falar ou escrever criticando as politicas internas do seu empregador, acabando por se remeter ao silêncio com o intuito de garantir a sua pobre sobrevivência, isso significa que os valores democráticos do seu país estão muito por baixo. Mas não só, é demonstrativo também da falta de qualificação, de democraticidade e competência dos seus superiores hierárquicos. Portugal vive muito desta situação castradora de desenvolvimento e de progresso.

Sexta-feira, Janeiro 11, 2008

PORREIRO PÁ

Recuámos na OTA.
Recuámos no referendo ao Tratado Europeu.
Recuámos na fórmula de pagamentos de retroactivos aos pensionistas.
Havemos de recuar até cair de costas porque já ninguém nos há-de querer segurar.

Terça-feira, Janeiro 08, 2008

INCOMODADOS

Saio no intervalo do filme e vou à rua fumar o meu cigarro. Assim é que deve ser, não tenho o direito de prejudicar o próximo. Quando regresso para ver o resto do filme, incomoda-me solenemente o tipo do lado que não larga a merda do saco das pipocas. Quando viajo em serviço numa viatura da empresa e acompanhado por colegas não fumadores, depois de uma pausa numa área de serviço para fumar um cigarro, de regresso ao carro sou mesmo assim acusado por tresandar a cheiro de tabaco. Tenho que lhes dizer que para além da incompetência deles também o cheiro de sovaco dos tipos me incomoda igualmente. Seguimos viagem.

O JAPONÊS INTELIGENTE

No primeiro dia de aulas, numa escola secundária dos EUA, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, vindo do Japão.A aula começa e a professora:
Vamos ver quem conhece a história americana. Quem disse: 'Dê-me a liberdade ou a morte?"Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão: - "Patrick Henry em 1775, em Filadélfia".Muito bem, Suzuki. E quem disse: -"O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?"Suzuki: - "Abraham Lincoln, em 1863, em Washington". A professora olha os alunos e diz:- "Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana que vocês!"
Então, ouve-se uma voz baixinha, lá ao fundo: - "Japonês filho da puta!" - "Quem foi?" - grita a professoraSuzuki levanta a mão e, sem esperar, responde: - "General McArthur, em 1941, em Pearl Halbour".
A turma fica super silenciosa ... apenas se ouve do fundo da sala:
- "Acho que vou vomitar". A professora grita: - "Quem foi?". E Suzuki: - "George Bush Pai, ao Primeiro-Ministro Tanaka, durante um almoço em Tóquio, em 1991".
Um dos alunos diz: - "Chupa o meu pau!"
E a professora, irritada: -"Acabou-se! Quem foi agora?"
E Suzuki, sem hesitações: - "Bill Clinton a Mónica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em 1997". E outro aluno diz ao fundo: - "Suzuki de merda!"
E Suzuki responde: - "Valentino Rossi, no Grande Prémio de Motos de velocidade, no Rio de Janeiro, em 2002". A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta abre-se e entra o director, que diz: -"Que merda é esta? Nunca vi uma confusão deste tamanho!"E Suzuki, bem alto: -"Mariano Gago para José Sócrates, em 2007, após ter recebido o relatório da inspecção feita à Universidade Independente..."

Domingo, Janeiro 06, 2008

TRANSFERÊNCIAS BANCÁRIAS

2007 terminou com conversas sobre as administrações das instituições bancárias. 2008 começou com as discussões sobre os futuros gestores dos bancos portugueses. Entretanto, Portugal vai ficar cada vez mais pobre.

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007

PARA NOSSO MAL

A propósito da figura do Primeiro-Ministro, Vasco Pulido Valente registou:

“Nunca ninguém como ele acumulou, em democracia, tanto poder: no partido, no Estado, no país.”

Nunca ninguém escreveu coisa tão acertada.

Quinta-feira, Dezembro 20, 2007

CORTA-FITAS

Dez anos depois do que inicialmente previsto e com uma derrapagem orçamental aproximada dos 135 milhões de euros foi hoje inaugurado um novo troço do Metropolitano de Lisboa com uma das suas estações situada no Terreiro do Paço. Foi de manhã e com a presença habitual das altas individualidades do país convidadas para o efeito. Só a partir das 15Horas é que o público utente pôde usufruir da nova obra. O povo paga sempre integralmente todas as obras mas nunca inaugurou uma única que fosse. Para quando a ideia peregrina de num qualquer dia os políticos darem a oportunidade de ser o povo a inaugurar simplesmente uma obra que muito lhe custa pagar e que é sua?

Terça-feira, Dezembro 18, 2007

TUDO TEM O SEU PREÇO

Os pilotos da aviação civil chegaram a acordo com o governo para que a idade da sua reforma fosse extensível até aos 65 anos em vez dos anteriores 60. Recorde-se que no passado recente os pilotos levaram a efeito uma greve contra tal medida argumentando as especifidades da sua profissão e as questões da segurança aérea. A troco de qualquer coisa, que o publico ainda não percebeu, os pilotos já aceitaram tripular os aviões até aos 65 anos tal como pretendia o governo. A integridade tem muito que se lhe diga

BIG BROTHER

Sobre a falta de segurança que se vive no país, a estação de rádio TSF, resolveu ir ouvir o que tinha para dizer a classe politica portuguesa. Ouviu o governo, ouviu o PSD e ouviu Paulo Portas. Ficaram-se por aí, pelo bloco central, pelos partidos do sistema. Também ainda ninguém nos explicou porque é que sempre que estão em causa questões de segurança nacional tem que ser ouvido pela generalidade da comunicação social o líder do CDS/PP. Como solução todos eles apontaram para o reforço das forças policiais. Parece que nenhum percebeu que a origem do mal, aqui como em qualquer outra parte do planeta, não se resume apenas à falta de mais polícia. E se pensassem um pouco mais nos verdadeiros males por eles criados como as questões sociais, os problemas reais da miséria, a segregação, a exclusão social e a corrupção? A acreditar nestes tipos não tardará que, mais tarde ou mais cedo, haja um polícia para cada cidadão.

FICA LADEIRAS

O Diário de Notícias informava na sua edição desta manhã que o ainda director de programas da RTP, Nuno Santos, teria a possibilidade com a sua saída agora para a direcção de programas da SIC, de levar consigo todas as estrelas da estação pública que até à data ainda não tinham renovado os seus contratos com a RTP. Desde que ele não leve o José Ladeiras a RTP não tem que temer a situação.

Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

PERDEU-SE A OPORTUNIDADE


O nosso país foi agora visitado por uma grande maioria de facínoras, ditadores e assassinos africanos. Os europeus dividem-nos em duas categorias, em ditadores bons e ditadores maus. Se têm petróleo são bons se não têm são personna non grata. Em vez de terem sido presos foram abraçados pelos mercenários económicos da Europa democrática.

Quinta-feira, Novembro 29, 2007

TRÁFEGO A MAIS

Inicialmente o governo começou por decidir unilateralmente que o novo aeroporto deveria ser na Ota. A Confederação Industrial Portuguesa fez depois um estudo e concluiu que em Alcochete é que era porreiro. Agora veio a Associação Comercial do Porto dizer que o Aeroporto de Lisboa deveria ser a Portela+1. Só falta, um dia destes, a Sonae de Belmiro de Azevedo vir dizer-nos que, o ideal mesmo, era o Aeroporto da capital ser construído em Gaia. Mas a que propósito entidades privadas fazem estudos sobre questões estratégicas para o país sem que alguém lhes tenha encomendado o serviço? Não caberá ao Estado accionar os canais próprios para definir o que mais interessa a Portugal? O povo português terá entregue a condução dos seus destinos a Francisco Van Zeller da CIP ou a Rui Moreira da ACP? Não nos lembramos que nas últimas eleições alguém tenha votado neste tipos.

Quinta-feira, Novembro 22, 2007

A SELECTA DEMOCRACIA

Mais uma de Pacheco Pereira dita num debate “muito abrangente” na sua estação de televisão, a SIC de Pinto Balsemão em que participavam também Jorge Coelho e Lobo Xavier. A propósito das relações económicas de Portugal com outros países, nomeadamente a Venezuela, que muito incomoda PP (Pacheco Pereira), conseguiu introduzir no meio da conversa mais um ataque à televisão pública. Criticou a RTP que, por interesses do Estado português, ainda não promoveu um debate a propósito da situação em Angola e das nossas relações com a nossa ex-colónia. Convém dizer que talvez seja pela mesma razão que o não fizeram também as estações de televisão privadas porque estas representam os interesses económicos de muitos privados portugueses com interesses em Angola. No final do debate, nem de propósito, a SIC emitiu uma autopromoção com as figuras mais marcantes da sociedade portuguesa que por ali passaram. Quem eram as personalidades? Medina Carreira, Jardim Gonçalves, Fernando Ulrich, José Sócrates e Bagão Félix. Um leque muito diversificado numa estação de televisão muito “democrática”. Não há quem represente melhor a democracia portuguesa.

Quarta-feira, Novembro 21, 2007

PORTUGAL NÃO EXISTE

A maioria das pessoas fica muito surpreendida quando alguém diz que, até poderíamos viver melhor se não estivéssemos integrados na Comunidade Europeia. Nos tempos que correm afirmar tal coisa é mesmo considerado uma blasfémia. Talvez seja verdade dadas as circunstâncias mas também seria importante perceber os porquês de tamanha dependência e questionarmo-nos se não existiriam alternativas. Vejamos, a França, a Inglaterra, a Alemanha, a Espanha, a Holanda, a Bélgica e outros não seriam igualmente países desenvolvidos caso não pertencessem à Comunidade? Colocando a questão de outro modo, não existem países dentro e fora da Europa que não fazendo parte de qualquer comunidade gerem eficazmente os seus recursos e os seus destinos? Sabemos que os há, bastantes. Portugal poderia ser um desses países. Podia mas não sabe como nem nunca foi capaz de se preparar para tal. Porquê? Apesar dos gloriosos tempos do seu passado longínquo os portugueses foram-se habituando a deixar de aprender, a liderar nobres causas, a investir inteligentemente e a lutar com dignidade. Os portugueses optaram antes por se “encostar” a quem julgam ser os seus poderosos protectores e assim jogarem toda a sua esperteza saloia nesse factor. Portugal é aliado e está presente quando lhe convém e é discreto ou ausenta-se quando acha que isso lhe pode ser prejudicial no imediato. Sempre que duas forças antagónicas se confrontam, Portugal procura esquivar-se ou secretamente negoceia com ambas sempre à espera de poder mais tarde vir a colher os seus frutos com qualquer um dos vitoriosos. A nossa história está cheia de exemplos de tal comportamento. Há 200 anos durante as invasões francesas Portugal negociava ao mesmo tempo com as tropas de Napoleão e com o poder britânico. Durante a Segunda Grande Guerra, Portugal colaborou com todos e fosse qual fosse o final da contenda Portugal lá estaria no final a aplaudir os seus novos aliados apresentando a facturazinha. Portugal só sabe andar à boleia. Portugal criou, alimentou e deixou progredir uma casta política de muito fraco nível. É sobretudo por causa dessa medíocre classe politica que Portugal ganha com o facto de pertencer à Comunidade Europeia caso contrário se fossemos exclusivamente governados por ela naturalmente estaríamos numa situação bem pior. Chega-se assim à conclusão que, para nos mantermos na linha temos forçosamente que estar submetidos aos ditames de outros como se de meninos mal comportados se tratasse. Um dia em que a Comunidade Europeia entre em agonia e termine Portugal será dos primeiros a cair em depressão e em desgraça sem saber como sair do caos. Se os dirigentes e os políticos portugueses fossem mais inteligentes, cultos, criativos e competentes na gestão dos seus recursos talvez Portugal não precisasse de aderir ao que quer que fosse e seria talvez capaz de ser um país desenvolvido, próspero e respeitado como outros o são. Portugal opta por continuar “encostado” a quem lhe dá ordens e indicações a troco de uns cêntimos que lhe dão jeito para alimentar as suas miseráveis almas. Portugal na história recente nunca quis fazer frente a ninguém (o caso Timor foi excepção mas sobretudo depois de perceber que a maioria da comunidade internacional denunciava a mesma situação). Portugal preferiu estar na fotografia com os poucos mas poderosos países que entenderam destruir o Iraque. Portugal abraça Hugo Chavez ao mesmo tempo que aplaude Juan Carlos. Portugal faz de conta que não vê os direitos humanos serem violados em África, na China, no mundo árabe ou na Rússia e onde o seu Primeiro Ministro aproveita para fazer o marketing da sua imagem fazendo footing nas suas principais avenidas e praças alheio a tudo o que se passa de mau à sua volta. Portugal não denuncia. Portugal não tem posição, não é nobre. Quando Portugal é designado para ser o anfitrião de encontros políticos da Comunidade Europeia e está em jogo a assinatura de um tratado delineado pelos interesses dos mais poderosos, Portugal só pensa em esforçar-se por agradar a quem o designou para tal tarefa. Portugal não percebe que, determinados países como por exemplo a Polónia, para darem o seu aval fizeram frente aos grandes da Comunidade até verem satisfeitos os interesses dos seus países. Portugal pelo contrário, ficou feliz porque apareceu nas televisões do estrangeiro e porque o tratado vai ter o nome de uma das suas cidades. Portugal é parolo. Portugal não quer por agora ouvir falar em referendos porque os tais grandes da Europa não querem que se perturbe a marcha triunfal dos seus desígnios. Portugal, como sempre, esqueceu de imediato as suas promessas. Portugal é cobarde e mente. Portugal deixou de dar a mão aos portugueses deixando-os de braço estendido para ser apertado pelas manápulas dos mais fortes. Portugal é fraco. Portugal não existe.

Quarta-feira, Novembro 14, 2007

A GARE DOS ESQUECIDOS

Está decidido, o TGV vai parar na Gare do Oriente. A estação vai precisar de obras apropriadas para receber o comboio de alta velocidade. Convidado para dirigir a obra o arquitecto Santiago Calatrava que planeou no passado a construção da moderna estação de comboios na zona da Expo 98. A escolha do arquitecto espanhol não é contestável sobretudo tendo em conta a sua qualidade. O único senão está no facto que os artistas geralmente vivem sempre um pouco à margem da realidade. O arquitecto Calatrava é um grande artista e arquitecto, desenhou uma estação de comboios muito espectacular e bonita mas pouco prática para os seus utentes. Calatrava não tem que apanhar comboios diariamente para ir trabalhar e acabou por construir uma estação pouco confortável para os passageiros do dia a dia. As plataformas da Gare do Oriente durante o inverno estão completamente desprotegidas do frio e do vento. Espero bem que agora tenham chamado Calatrava a atenção para este facto numa altura em que se vão iniciar novas obras de remodolação para receber o TGV. O problema é quem encomenda a obra geralmente também não frequenta diariamente os transportes públicos e por isso deverão talvez estar esquecidos e afastados da realidade popular.

Terça-feira, Novembro 13, 2007

NÃO TE CALES


Ainda bem que vão existindo momentos-Chavez protagonizados pelo próprio e não aqueles a que se refere Pacheco Pereira. Hugo Chavez é uma autêntica “picareta” nas cabeças do nosso sistema. Chavez até pode ter os piores defeitos mas o certo é que ele consegue irritar quem nos irrita. Chavez animou o pessoal este fim de semana. Venha o Rei ou venha o Imperador, não te cales “hombre”, fode-lhes a cabeça já que por aqui ninguém tem coragem para tanto.

Quarta-feira, Outubro 31, 2007

QUE VAI FAZER, MINHA SENHORA?

A Srª Ministra da Educação veio hoje queixar-se para a praça publica dizendo-nos que, não consegue fazer melhor porque 90% do orçamento do seu ministério é gasto em ordenados. Se a Srª Ministra diz que não consegue só lhe restam duas opções, ou pede melhores condições para fazer algo pela educação deste país ou então, demita-se das suas funções. Por outro lado, o chefe da “tribo”, o Sr. Eng. Sócrates, veio de seguida comunicar aos portugueses que, a questão não se resolve injectando mais dinheiro mas gerindo o que há. Penso que o tipo de gestão a que o senhor se refere não se prende com os restantes 10% que sobram para investimento na educação mas sim no corte das despesas com as remunerações das pessoas. É assim que tem feito ao longo dos tempos. Ou seja, o Primeiro Ministro de Portugal limita-se a garantir nos seus orçamentos as despesas referentes a remunerações e despreza de todo qualquer outro tipo de investimento que não dê frutos a curto prazo. A educação é um desses casos. Mal vai o país que não aposte na educação do seu povo sobretudo num país como o nosso.

Quinta-feira, Outubro 25, 2007

PROFISSIONAIS ESPECIAIS

Os pilotos da TAP suspenderam a sua greve para entrar numa nova fase de negociações com o governo. A sua luta prende-se com a lei que estende a idade da reforma dos pilotos para os 65 anos. Não cabe agora discutir aqui a justiça da decisão de se mexer num contrato do passado celebrado entre o Estado e os diversos tipos de actividades profissionais. À partida, a assinatura de um contrato entre duas entidades de bem deveria ser respeitado de inicio até ao seu final. Neste caso como noutros, o Estado, uma vez mais, demonstrou não ser uma entidade de bem e acabou por dar o dito pelo não dito. Igualmente, também não importa agora saber se um piloto está ou não qualificado para exercer normalmente a sua profissão. Cada caso é um caso e para se estudar cada caso deverão existir entidades capacitadas para o efeito, não cabe ao Zé povinho andar para aí a mandar palpites para o “ar” sem ter o mínimo de conhecimentos na matéria do tipo, os pilotos são uns “chulos”, ganham balúrdios, estão sempre a viajar e a hospedarem-se em bons hotéis, querem é a reforma mais cedo para ir trabalhar para outras companhias no estrangeiro etc etc. Como dizia um comandante aqui há tempos num programa de televisão, as pessoas falam muito mas quando estão dentro de um avião no momento da descolagem ou da aterragem fazem um silencio ensurdecedor e ficam com o rabinho apertadinho. Rezam para que aquele dia não seja o último dia da tripulação do avião.
Nem de propósito, acabo de ver há pouco tempo um documentário no National Geografic sobre um voo aterrador de uma companhia canadiana de nome Air Transat que partiu de Toronto com destino a Lisboa. Podem conhecer toda a história desse voo através do youtube ou da wikipedia em versão inglesa. Resumidamente, a mais de uma 1H30 do seu destino o avião ficou sem combustível e sem motores em cima do oceano Atlântico. Depois de declarada emergência com mais de 300 pessoas a bordo, o comandante Richard Piché e o co-piloto Dejager conseguiram com uma fantástica perícia e uma elevada preparação a todos os níveis levar o Airbus A330 durante mais de 20 minutos a planar e aterrar na base aérea das Lages sem que se tivesse registado qualquer vitima. Uma situação nunca vista na história da aviação. Um dos passageiros termina o documentário dizendo que todos aqueles passageiros ficaram a dever as suas vidas ao alto profissionalismo patenteado por aquela tripulação. Isso interessa alguma coisa aos legisladores? Claro que não, não foram eles que viveram aquela situação de autentico pânico. As suas preocupações são exclusivamente económicas e as reformas aos 65 anos são para toda a gente quer se trate de um mineiro, de um escriturário, de um empregado de balcão, de um médico cirurgião ou de um piloto da aviação comercial. Não dá para pensarem nas especificidades de cada profissão? Dá, na dos politicos porque são especiais.

Terça-feira, Outubro 23, 2007

VAMOS ANDANDO

Esta manhã enquanto caminhava na rua escutava na minha passagem por entre duas mulheres anónimas uma conversa do tipo, “como vai isso? Olhe vamos andando para a frente, tem que ser”. O povo está convencido que anda para a frente. Para andar para a frente tem que se lutar ou pelo menos resistir. O povo não luta nem resiste porque acha que isto é mesmo assim e que não há alternativa. O povo está a boiar nas vagas do oceano em alto mar à espera que uma onda o traga para terra. Não sabe onde está o horizonte e acha que o melhor é deixar-se arrastar para onde o mar o quer levar. As ondas estão a levá-lo para mais longe de terra firme mas o povo não quer nadar no sentido contrário. Vai indo, para onde o mar o levar.

Terça-feira, Outubro 16, 2007

NÃO HÁ HIPÓTESES DE VENDER ESTE TIPO?

Pacheco Pereira esta semana estendeu mais espuma raivosa nas páginas do jornal “O Público” a propósito da RTP. Insiste que o Estado não deve ser detentor de qualquer órgão de comunicação social e por outro lado que esse mesmo Estado subsidie a comunicação social privada para que esta preste algum serviço público. Tão simples como isto, Pacheco Pereira é o tipo de liberal que acha que o Estado deve alhear-se das suas nobres obrigações e sustentar a iniciativa privada. Ou seja, Pacheco Pereira acha que a comunicação social quando executada por entidades privadas não tem obrigações publicas e que se for obrigada a tal deve ser subsidiada pelo Estado. Pacheco Pereira não nos consegue explicar é o que entende por serviço público e naturalmente até pensa que quando uma estação de televisão como a SIC do militante nº 1 do PSD emite semanalmente um debate de análise politica, Quadratura do Circulo, em que participa o próprio social democrata Pacheco Pereira, o militante socialista Jorge Coelho e hoje também homem de negócios e ainda António Lobo Xavier igualmente homem de negócios e militante centrista, esta estação de televisão nos está a prestar um isento e qualitativo serviço público e que talvez até seria justo que o Estado subsidiasse este tipo de produto que nos entra em casa desde que o mesmo fosse apenas de iniciativa privada. Eu próprio até posso ser subsidiado pelo Estado para edificar uma estação de televisão e prestar um serviço público mas onde nunca teriam voz todos os Pachecos Pereiras deste país. O Sr. Pacheco Pereira critique a RTP sempre que achar justo mas deixe-a estar entregue ao Estado para que ela se mantenha portuguesa e dos portugueses mesmo que com muitos defeitos. Não me importo de pagar por isso, pago tanta coisa que não me serve de nada que mais uns trocos não me cria mal maior. Até era capaz de pagar para não ouvir e ler tantas baboseiras do Sr. Pacheco Pereira.

Sábado, Setembro 29, 2007

ESTÁ TUDO LOUCO

Esta semana a SIC Notícias interrompeu uma entrevista em directo a um ex-primeiro ministro para transmitir a chegada a Portugal de um treinador de futebol que não disse nada. Na noite das eleições para a liderança do ainda maior partido da oposição, durante o discurso de vitória de um dos candidatos, a RTP 1 dava pela enésima vez um programa de Filipe La Féria sobre Amália Rodrigues enquanto a RTP N transmitia um programa de conversa sobre futebol.

TRISTE FADO

Saiu mais um relatório que define o nível de exigência dos nossos indígenas. Um estudo revela que os portugueses estão satisfeitos com as suas condições de trabalho. Ai... isto está mau mas graças a Deus ainda mantenho o meu emprego, o patrão nunca me bateu e tem-me pago impreterivelmente todos os meses.

Terça-feira, Setembro 18, 2007

COMANDO COM FALTA DE PILHAS


Esta noite e, a propósito da futura liderança no PSD, há um debate na SIC Notícias entre Marques Mendes e Luís Filipe Meneses. Vou tentar não ver.

Sábado, Setembro 15, 2007

NÃO ME QUESTIONEM


Scolari deu uma conferência de imprensa em que só ele falou. No dia seguinte Gilberto Madaíl, que já suspeitávamos ter também desaparecido, também deu uma confêrencia de imprensa em que só ele falou. Ultimamente quando os assuntos se tornam inconvenientes para se darem explicações as conferências de imprensa limitaram-se aos monólogos. Está na moda. Não se consegue compreender é que os jornalistas portugueses pactuem com este tipo de situação. Afinal deslocam-se para apenas receber um comunicado. Se é assim então, exijam aos interessados que enviem para as redacções os seus comunicados. É mais barato, dá menos trabalho e poupa-se tempo.

Sábado, Setembro 08, 2007

COMO É QUE A COISA FUNCIONA?

Afirmam os entendidos que os portugueses lêem pouco. Muito pouco. Tal afirmação não corresponde à verdade. Conheço muita gente que se farta de ler os manuais de instruções dos aparelhos domésticos. Eu próprio nesta altura estou a ler um manual com cerca de 60 páginas de um televisor LCD que acabo de adquirir. Inclusivamente tenho a opção de o ler ou em inglês, em espanhol, em alemão, em italiano e até em polaco. Mas há mais, o meu filho anda também a ler o manual de instruções da PlayStation 3 e a minha mulher a ler o manual do telemóvel Nokia que lhe ofereci. Ultimamente tenho visto também muita gente a ler os manuais dos GPS que ultilizam nos automóveis para lhes indicar diariamente o caminho para o emprego e o regresso para casa. Não sei mesmo se, por acaso não faz parte das intenções da Ministra da Educação e da Ministra da Cultura ou mesmo de todo este Governo, introduzir este tipo de literatura nos novos manuais escolares em vez de andarmos para aí a insistir nos livros de filosofia, história ou sociologia que não garantem qualquer tipo de futuro. Se por acaso alguém tiver também um manual de instruções deste governo mais actualizado e, não aquele que foi divulgado durante a camapanha eleitoral das últimas legislativas, agradecia que me informasse.

Quinta-feira, Setembro 06, 2007

TUDO LEGAL

Marques Mendes: "não abertura de inquérito ao financiamento pela Somague é uma “boa notícia”
O líder do PSD considerou hoje uma “boa notícia” a decisão do Ministério Público de considerar que não se verificaram os pressupostos para a abertura de inquérito criminal no caso de suspeita de financiamento ilícito do partido pela Somague.
Depois disto que mais se pode esperar da nossa classe política? E da nossa democracia? E das nossas instituições? Talvez um país ao nível dos melhores do terceiro mundo..

Domingo, Setembro 02, 2007

SERÁ VERDADE?

Compreende-se que as redacções dos órgãos de comunicação social estejam mais reduzidas por força de critérios economicistas. Está tudo assim. São os tempos modernos. O público tem que suportar a chamada “gestão de rigor”. Pode mesmo ter que sofrer o sacrifício de aguardar largo tempo numa fila de uma agencia bancária até ser atendido porque, o mesmo banco que paga 3 milhões de euros de indemnização a um seu ex-presidente que resolve rescindir o seu contrato de trabalho, não pode despender do seu orçamento mais verbas para pagar ordenados a mais empregados. E é por estas e outras razões que tal mal chegou também ao jornalismo. Provavelmente um só jornalista de rádio tem que sozinho dar conta do “recado” em relação às notícias de várias editorias. Tem que ver o que se passa politicamente, na economia, no desporto e por aí fora. É claro que à hora de fornecer a informação que o publico quer conhecer esta é apresentada com uma diversidade de erros.
Acabo de ouvir na Antena 1 o noticiário das 23horas. Na página dedicada ao desporto o jornalista fornece-nos os resultados dos jogos do dia da Primeira Liga. Depois de dizer que Paços de Ferreira e Boavista empataram a uma bola, afirmou que a equipa axadrezada do Porto “arrecadou 2 preciosos pontos”. Nada mais falso, só arrecadou 1 ponto. Depois disse ainda que, a jornada prossegue no dia seguinte e que o Sporting jogará com o Belenenses no estádio do Restelo. Falso, jogam em Alvalade. Acabou a anunciar os números do Totoloto. Fixei-os e verifiquei que não apostei em qualquer um dos números que referiu. Guardo ainda a esperança de ter acertado na chave do sorteio porque se calhar os números que ele pronunciou e, depois de tanta informação incorrecta, não serão afinal os sorteados. Em conclusão, um pouco mais de rigor na informação não lhes faria mal algum.

Sábado, Setembro 01, 2007

DIANA, ASSASSINADA PELO POVO

10 anos depois de morrer num trágico acidente de automóvel, afinal como tantos outros acidentes de automóvel, Diana ainda “vive” e sustenta um pouco certa comunicação social e não só a “cor-de-rosa”. Como era jovem, bonita e popular há que “alimentar” o mito. O povo adora mitos. O próprio povo que primeiro os mata. Aquele povo que devora a imprensa, a literatura e os programas de rádio e televisão que perseguem e mostram a vida privada de figuras publicas. Diana morreu porque a comunicação social correu atrás dela quando esta fugia dos “paparazzi” e não queria na altura mostrar-se, desejava tão só estar com quem mais queria naquela noite. Os “caçadores” por outro lado procuravam estar em todos os locais por onde a “presa” pudesse pairar. Era espectacular nos dias seguintes mostrar ao povo o resultado das contínuas “caçadas” que o mesmo povo pagaria para devorar. Como a avidez de todos a matou procurou-se de seguida criar o mistério. Para alimentar o tal mito, dizem agora que Diana talvez tenha sido assassinada. Pois foi mas não por alguém misterioso. Foi por esse mesmo povo que exigia saber tudo acerca dela. Nenhum assassino engendra um plano de uns tipos a perseguir de moto um automóvel à espera que o motorista vá com sedativos e álcool no sangue, perca o controlo do carro, tenha um acidente e morram todos os seus ocupantes. Os assassinos de Diana fazem agora o que faz em principio qualquer outro assassino. Enquanto tenta escapar, consulta na comunicação social os relatos mais diversos do crime por ele próprio cometido à espera que não o descubram ou que as investigações se enganem e culpem um outro qualquer. E se calhar até continua a divertir-se.

Quinta-feira, Agosto 30, 2007

NÃO TEM IMPORTÂNCIA

Quando somos pequenos tudo nos parece grande. Por exemplo:
Há um ano atrás fui a Angola visitar alguns locais onde vivi no passado a minha infância. Visitei a casa dos meus avós. Foi no quintal deles que muito brinquei e onde inclusivamente aprendi a andar de bicicleta. Fiquei sempre com a ideia de um quintal grande. 33 anos depois voltei lá. Sofri um ligeiro choque, não por encontrar tudo diferente mas tão-somente por agora achar que aquele quintal afinal não era assim tão grande como eu o recordara desde sempre.
Quando actualmente acompanho as noticias e a informação que nos é fornecida penso cá para os meus “botões”: -Será que a grande maioria destes acontecimentos são assim tão importantes e grandiosos como nos querem fazer crer e que no futuro nada disto terá significado e nem sequer merecerá uma única linha da História? Não seremos nós demasiado pequenos?
Experimente-se ver um telejornal de qualquer estação de televisão ou passe-se os olhos pela imprensa do dia a dia e medite-se sobre o que nos mostram e que no futuro poderá vir a ser recordado como histórico e significativo para a humanidade. Vai reparar que se dá muito pouca importância ao que realmente é muito importante.

Domingo, Agosto 26, 2007

E ASSIM SE VÊ A FORÇA DO PC

José Sócrates voltou ontem a ser vaiado por trabalhadores em Setúbal. É hábito este tipo de manifestação ser conotada com a capacidade de mobilização do Partido Comunista ou de um grupelho qualquer de extrema-esquerda não interessados no desenvolvimento do país. De uma maneira geral o poder apresenta este tipo de argumentos quando é sempre confrontado. Gostaria de saber se a assobiadela monumental pelas mais de 50 mil pessoas de que foi alvo o Primeiro-ministro no Estádio da Luz aquando do espectáculo ali realizado pelas "7 Maravilhas", foi também manobra organizada pela máquina de propaganda do Partido Comunista? Não foi por acaso.

Sexta-feira, Agosto 24, 2007

OS ILUMINADOS

"EDP e Galp têm 20,7 milhões de euros para devolver. Montante não reclamado reverte para o Estado. A EDP e a Galp têm, a partir de ontem e no prazo de um mês, de tornar pública a lista de consumidores aos quais ainda não foram restituídas as respectivas cauções. Estão em causa 20,7 milhões de euros correspondentes a 1,3 milhões de cauções, na sua quase totalidade referentes a consumidores de electricidade."

Primeiro cometeu-se uma vigarice. Depois procurou-se emendar a vigarice com outra vigarice.
A EDP através das nossas contas bancárias ou através do envio para nossas casas de facturas que tivemos que pagar, cobrou-nos o que não deveria ter cobrado. Detectada a ilegalidade a deliberação da devolução das cauções já não estará sujeita ao mesmo simples processo de como foram indevidamente cobradas. Agora em vez de a EDP ser obrigada a devolver simplesmente o dinheiro aos consumidores que mantêm os mesmos contratos da altura através das próximas facturas de electricidade e acompanhadas de uma carta em que se diria aos consumidores que, na próxima factura seria deduzida a verba indevidamente cobrada no passado, não, obriga-se o cliente a consultar editais nas juntas de freguesia ou na Internet, a deslocar-se às lojas de atendimento da companhia de electricidade e a preencher vários formulários a reclamar o que lhe é devido. A táctica é simples, complica-se para que se desista e o Estado arrecada o que não se reclama e fica com o que não é seu. Primeiro roubados pelas empresas e depois pelo Estado.

Sábado, Agosto 18, 2007

A COOPERAÇÃO DE SEMPRE

“A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou hoje que a Coreia do Norte está a cooperar com os inspectores da AIEA, encerrando cinco instalações nucleares consideradas chave e autorizando o acesso ao seu material”
Já agora, os Estados Unidos também estão a cooperar? Encerraram alguma instalação nuclear?

Terça-feira, Agosto 14, 2007

PORQUÊ TANTO ÓDIO?

“Na Venezuela, entre 1999 e 2005 a pobreza diminuiu de 42,8 por cento para 33,9 por cento, ao mesmo tempo que a população que vive da economia informal caiu de 53 por cento para 40 por cento. Estes recuos da pobreza permitiram apoiar muito o crescimento, que nos últimos três anos foi, em média, de 12 por cento, situando-se entre os mais elevados do mundo, estimulado também por um consumo que aumentou 18 por cento por ano.
Perante tais resultados, sem falar dos alcançados na política internacional, será de espantar que o presidente Hugo Chávez se tenha tornado para os donos do mundo e seus fiéis acólitos um homem a abater?”

As razões do sucesso da política do líder venezuelano e os porquês dos sistemáticos ataques do Ocidente à figura de Hugo Chávez explicados em editorial por Ignacio Ramonet no Le Monde Diplomatique deste mês.

Sábado, Agosto 04, 2007

A IMPORTÂNCIA DA "COISA"

O destaque dado ultimamente pela comunicação social às guerras intestinas do grupo BCP está a tornar-se num ridículo atroz. Parece até que é de tremenda importância para a grande maioria do publico que o controlo daquela instituição financeira fique dependente de Jardim Gonçalves ou de um tal Paulo Teixeira Pinto. A Assembleia Geral convocada pelos accionistas do BCP na próxima segunda feira, perante tanto interesse e divulgação de notícias relacionadas com o grupo, vai disponibilizar aos senhores jornalistas uma sala de imprensa com sinal de televisão permitindo assim, que os jornalistas acompanhem em directo a evolução dos trabalhos. Para estes não bastaria receber um comunicado final com os resultados finais da assembleia e divulgá-los posteriormente em nota de rodapé nas páginas de economia dos seus órgãos de informação e concentrar mais os seus meios técnicos e humanos noutras guerras bem mais importantes e de maior interesse para o publico em geral em vez de andarem a distrair o "pagode" com informação de interesse exclusivo para gente rica e que pouco importa aos restantes.

Segunda-feira, Julho 30, 2007

DOLARCRACIA

"Nós, os mercenários económicos, somos astutos; aprendemos com a História. Hoje em dia não brandimos espadas. Não usamos armaduras ou roupa que nos identifique. Em países como o Equador, a Nigéria e a Indonésia, vestimo-nos como os professores e comerciantes locais. Em Washington e Paris, temos a aparência de burocratas governamentais e banqueiros. Parecemos humildes, normais. Visitamos os projectos locais e passeamos por aldeias empobrecidas. Professamos o altruísmo, falamos com os jornalistas dos jornais locais sobre o maravilhoso carácter humanitário das nossas acções. Cobrimos as mesas das conferências com as nossas tabelas e projecções financeiras e damos palestras na Harvard Business Scholl sobre os milagres da macroeconomia. Existimos oficialmente, de forma transparente. Ou pelo menos é assim que nos retratamos e que somos aceites. É assim que o sistema funciona. Poucas vezes recorremos a expedientes ilegais, porque o próprio sistema se baseia no subterfúgio, e o sistema é por definição legítimo.
No entanto, quando falhamos-e este é um aviso muito importante-uma raça ainda mais sinistra entra em cena, à qual nós, os mercenários económicos, nos referimos como os chacais, homens cujas origens remontam directamente a esses antigos impérios. Os chacais estão sempre presentes, ocultos nas sombras. Quando emergem, dá-se o derrube de Chefes de Estado ou a sua morte, em “acidentes” violentos. E se, por um acaso, os chacais falham, como falharam no Afeganistão e no Iraque, então regressam à superfície os velhos modelos. Quando os chacais falham, enviam-se jovens americanos, para matar e para morrer."

Excerto do livro “CONFISSÕES DE UM MERCENÁRIO ECONÓMICO” de John Perkins. Um grande livro para ler nestas férias. Edições Gestão Plus. Não basta andar de olhos abertos, também é preciso pensar e…avisar.

Terça-feira, Julho 17, 2007

VOU ALI E JÁ VOLTO...EM AGOSTO


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me. "Não queres sair comigo?! Então, foda-se!"
“Não tens tempo para foder comigo?! Então foda-se!”"Vais querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! Então, foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas comó caralho! O Sol está quente comó caralho! O universo é antigo comó caralho! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é parvo comó caralho! Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...) Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "p**a que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "p**a-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … o teu ou tua amante diz que está cheio de trabalho, tu pensas “Já me fodi!” Então: Liberdade, Igualdade, Fraternidade e foda-se!!!


De Millor Fernandes

Segunda-feira, Julho 16, 2007

ABSTENÇÃO, A NOVA PRESIDENTE

Os vitoriosos das eleições para a Câmara de Lisboa:
Ribeiro e Castro, que a esta hora ainda se está a rir como um doido e às cabeçadas em todas as portas, Luís Filipe Meneses que achou estas eleições uma "ganda nóia" e sobretudo o povinho que na sua maioria os mandou foder a todos demonstrando uma vez mais que está farto das trapaceiras da nossa fraca classe politica.

Sexta-feira, Julho 13, 2007

O ESTRABUCHAR

Portugal está vaidoso. Dá muita importância ao facto de ser Presidente dos países mais fortes da Europa durante seis meses. O nosso Primeiro estica ainda mais o pescoço mas mesmo assim não consegue esconder o inestético nariz.
Até aos grandes projectos mundiais chegamos sempre atrasados. Só para apoiar a guerra no Iraque é que fomos mais expeditos. Portugal é Presidente de uma Comunidade que está em agonia. Só ainda não morreu porque os homens que deveriam decretar a sua morte vivem à custa dela e esforçam-se por manter até ao máximo os respectivos “tachos” de que dela dependem. O que iria fazer depois toda aquela cambada?

Sábado, Julho 07, 2007

O PODER DOS PEÕES

Apesar das leis globais, cada país deveria legislar segundo as características do seu povo. Por exemplo, no caso concreto português, os nossos cidadãos julgam que tendo direitos têm poder. Quando disseram aos portugueses que os peões têm prioridade em relação aos automóveis nas passadeiras ficaram logo convencidos que detinham assim um grande poder sem nunca questionarem até onde vão os seus direitos e o seu poder. O peão português não foi educado para ter cuidados. Quando chega a um passeio que dá acesso a uma passadeira, o peão português não pára e não olha, atira-se à estrada porque lhe disseram que tem prioridade sobre os automóveis e como lhe disseram tal coisa convence-se que é poderoso sobre todos os outros. Geralmente o peão português não facilita, mesmo naquelas circunstâncias em que os automóveis em andamento estão muito próximo da passadeira. O peão português obriga os automobilistas a travagens bruscas porque o peão chegou à beira da passadeira naquela altura e não faz questão em esperar uns segundos mais e ter cuidado. Ele tem prioridade e poder, mesmo sabendo que o poder do seu corpinho é bem mais fraco que o poder da chapa dos automóveis

Quarta-feira, Julho 04, 2007

VOAR É PRECISO

A companhia aérea estatal angolana vai estar proibida de voar os céus dos países da Comunidade. Bruxelas, muito bem, acatou os pareceres do Comité de Segurança Aérea que depois de a já ter alertado, colocou a TAAG na lista das companhias aéreas que não inspiram confiança em questão de segurança aérea. O Governo angolano é rico, ao contrário do seu povo, e julga que tudo pode ser uma rebaldaria. Herdaram esta cultura dos portugueses que também sempre funcionou neste espírito. A reacção segundo se consta nos órgãos de informação é que Angola prepara já uma retaliação proibindo a TAP de voar no espaço aéreo angolano. Angola tem um certo complexo de vingança a tudo que não lhe agrada e que emane de Portugal. É sempre assim quando surgem decisões do governo português que estabelece por exemplo, regras mais apertadas na atribuição de vistos a cidadãos estrangeiros, ou quando um angolano é detido por conduzir em Portugal com uma carta de condução não devidamente legalizada. O governo angolano dá logo instruções para que todos os cidadãos portugueses a conduzir em Angola sejam também detidos mesmo que conduzam com uma licença reconhecida em todo o mundo. Angola tem um ódio de estimação em relação aos portugueses.
Até se pode compreender que Angola se comporte assim, as marcas da história de quase 500 de colonialismo português ainda resistem mas nos tempos que correm já não se aceita este tipo de atitude. Deveria estar fora de moda. Para as novas gerações a história já lá vai e vivendo outro tipo de mentalidade. É isso que os responsáveis angolanos têm que compreender. Como estão muito entretidos no seu poder e no seu bem-estar nunca irão perceber tal evidência.
Angola faz de conta que não quer entender que a decisão de proibir a TAAG de voar na Europa é da responsabilidade de Bruxelas e do Comité De Segurança Aérea. Ou por outra, entende mas, demonstrando alguma arrogância estúpida de novo-rico procura a vingança naquele que lhe é mais conhecido que é onde habitam os Tugas. Por outro lado, os portugueses têm um complexo de culpa de tudo o que possa acontecer de mau em relação a Angola. Vai daí, o Ministro dos Transportes e das Obras Públicas, Mário Lino, num pedido feito pelos jornalistas para reagir a esta decisão da Comunidade Europeia, procurou logo dizer, que vai tentar ajudar Angola, que sim senhor, temos que respeitar a mesma mas que também tem que haver bom senso. O melhor é o Sr. Ministro estar calado para não dizer mais asneiras. Mas qual bom senso, Sr. Ministro? Aquele que nos caracteriza tipo nacional-porreirismo, "vejam lá facilitem também um pouco as coisas"? Não está a ver que o que está em causa é a segurança aérea e a vida de centenas de pessoas? E que em relação à segurança que é o que está em causa não se deve facilitar um milímetro que seja? Não digam tanta baboseira e deixem os técnicos na matéria decidir competentemente. Angola se quer desenvolver-se convenientemente só tem que respeitar e ser respeitada em termos de sociedade. Resolva urgentemente o problema da sua companhia aérea para que ela possa também ombrear com as mais qualificadas levando ao crescimento saudável toda a comunidade angolana e transformar-se num país moderno e civilizado. Tem as melhores condições para o fazer. Tomara nós.

Sábado, Junho 30, 2007

NOMES EM CÓDIGO

Já percebemos que actualmente o nosso emprego pode estar em risco quando nos entretemos a fazer piadas ou a contar anedotas que envolvam membros do governo. Que o digam o professor Charrua ou a directora geral de saúde de Vieira do Minho. Como tal devemos procurar encontrar novas estratégias com vista a despistar as autoridades e mesmo a “bufaria”. Sugiro então que recorremos ao velho sistema utilizado pela espionagem ou mesmo pelas organizações civis e politicas em tempos de ditadura e fascismo, ou seja, usar nomes de código. Proponho para discussão os seguintes nomes de código para designar certos membros de Governo e que deverão constar do nosso novo manual nacional satírico e anedótico.
Como havemos então de tratar José Sócrates nos enredos das nossas histórias? Ele é Primeiro-ministro, Salazar também o foi, a malta tratava o ditador por “O Botas” este como é assim mais franzino e até faz jogging podia por exemplo ser nomeado de “O Sapatilhas”. O Ministro da Presidência que se chama Pedro da Silva Pereira até tem umas iniciais que podem facilitar as coisas, passaria a ser tratado pelo “PSP”. Jaime Silva, Ministro da Agricultura, simplesmente “O Lavrador”. O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva e que tem aquele olho à esquerda assim para o foda-se pode ser “O Pirata”. A Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues como é a responsável pelo futuro das nossas crianças e dos nossos jovens pode ser “A Mamã”. Isabel Pires de Lima, Ministra da Cultura podemos inspirar-nos numa figura da nossa cultura literária como Florbela Espanca e passaríamos a trata-la apenas por “ A Florbela”.
O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, sei lá, mas pode ser o “Santo e Pecador”. O Mário Lino, Ministro das Obras Publicas, com esta confusão do aeroporto de Lisboa até pode ser tratado por “Airbus”. Correia de Campos, Ministro da Saúde que confessou nunca ter ido a um SAP, pode ser mesmo “O Sapinho”. Mariano Gago, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, como tem andado a tentar encerrar algumas universidades pode ser tratado pelo “Porta-Chaves”. Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares com o pelouro da Comunicação Social, pode ser “A Voz do Dono”. Por último, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, como viaja muito pode ser “O Caixeiro-viajante”.
Talvez assim não nos apanhem. E agora, sem medos, venham daí essas anedotas para animar a malta.

Quinta-feira, Junho 28, 2007

JÁ VALE TUDO

"Se ele [António Mega Ferreira] não estiver contente com o lugar dele [no CCB] que arranje outro lugar"
Joe Berardo

Terça-feira, Junho 26, 2007

O QUE TRAMOU CHARRUA


Será que a piada que tramou o professor Charrua é aquela que diz que os apoiantes de Sócrates se chamam Sócretinos?

SEM TRATAMENTO

O PSD porque acha que assim faz oposição e Pacheco Pereira porque acha que talvez a Europa deveria ser mais liberal no estilo norte-americano e que, com este tratado tal desejo não seja ainda totalmente possível, surgiram já como os grandes defensores do referendo em relação ao novo Tratado da União Europeia. A pergunta que se impõe é saber porque é que nem o PSD nem Pacheco Pereira falaram em referendos quando estiveram mais em causa os interesses de Portugal aquando da sua adesão à Comunidade Europeia e na altura da introdução da Moeda Única?

Domingo, Junho 24, 2007

REBELAR

"Tanto é fácil o rebelarem-se os povos ilustrados, como aqueles que o não são, e há só uma diferença, entre uns e outros, é que as revoluções são tanto mais perigosas, quanto mais brutas são as massas, e quanto maior é a soma das injustiças recebidas"
Pinhor Baião

Sábado, Junho 23, 2007

INDEPENDENTES

Diálogo entre o Presidente Cavaco Silva e uma emigrante açoriana nos Estados Unidos:
A emigrante: A última vez que fui a Portugal foi há 7 anos (em 2000)
O Presidente: E a São Miguel?
A emigrante: Estive lá em 2002.
Já agora, e porque não também a independência à Madeira do Alberto João?

LINHA AVANÇADA

São 18h45. Regressa-se a casa. A empresa mais uma vez massacrou-nos a cabeça durante todo o dia, o transito caótico com o pára/arranca desfaz-nos os nervos e envelhece-nos ainda mais, as noticias nas outras estações não nos animam. Ao fazer zapping deparamo-nos com um grande momento de rádio e informação. Linha Avançada na Antena 3. Uma maneira inteligente de fornecer a actualidade desportiva em 10 minutos com diálogos, apontamentos e um humor refinado. Vale a pena viver e gostar do desporto sem o levar demasiado a sério e sem considerar as derrotas desgraças nacionais.
O futebol é o epicentro dos acontecimentos desportivos em Portugal e a Antena 3 atira-se para o furacão. Oiçam as últimas novidades do desporto.
Parabéns, José Nunes.

EM MOVIMENTO E EM DIRECTO

Enquanto guiamos a rádio distrai-nos. À hora das notícias escuta-se numa estação a síntese para depois variar ouvindo o desenvolvimento noutra. Na página dedicada ao desporto faz-se o destaque à nova aquisição do Sporting. Diz o pivot de estúdio: - “Derlei está à beira de assinar pelos leões. Faz agora os últimos testes médicos numa clínica perto de Lisboa. Vamos de imediato em directo para lá onde está um dos nossos repórteres”. E pronto aparece então a reportagem para nos informar se o jogador de futebol tem algum pana riço que o impeça de assinar contrato. E assim se gasta com um directo tempo e dinheiro para nos oferecerem este tipo de informação. O que vale é que estamos a chegar ao nosso destino e desliga-se carro e telefonia. Ficamos mais aliviados, ainda conseguimos escapar a ficar internados na psiquiatria de alguma clinica.

Quarta-feira, Junho 13, 2007

A DEMOCRACIA COM OS ENGENHEIROS

Os engenheiros não deveriam governar as democracias. A sua visão de desenvolvimento limita-se apenas à edificação de grandes “obras de fachada” e à sua fé nas novas tecnologias. Não vêem mais nada para além disto. Estudaram muito matemáticas e descuraram a história e a sociologia. Ficaram-se pelos números.

Terça-feira, Junho 12, 2007

BORREGOU

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Quinta-feira, Junho 07, 2007

DIAS SANTOS

Hoje é feriado em Portugal. É o chamado Dia do Corpo de Deus. Beneficiam com mais um feriado os católicos e os não católicos. Um privilégio para todos que, governos e empresários, diga-se que a muito custo, nunca tiveram coragem para acabar com ele, e diga-se também que, se o fizessem provavelmente até o fariam com razão mas, entrar em conflito com o poder da Igreja não está por enquanto nos seus planos de critérios economicistas. Pelo correr dos tempos ainda haveremos de assistir primeiro à queda do feriado do 25 de Abril ou do 1º de Maio. Um dia, ambos serão trocados pelo Dia do Empresário e do Accionista, um dia de trabalho em que os trabalhadores laborem 16 horas sem receberem compensação remuneratória.

Sábado, Junho 02, 2007

MUNDO CRUEL

Nunca outro caso semelhante ao da menina desaparecida no Algarve teve um tal impacto na comunicação social. Já depois do desaparecimento de Madeleine só em Inglaterra desapareceram mais de 500 crianças de que ninguém fala vai-se lá saber porquê. Para além do aproveitamento sensacionalista e das audiências conquistadas com o caso Maddie, este acontecimento e os seus reflexos serviram pelo menos para despertar na generalidade das pessoas a certeza de que há crueldade no nosso mundo e que não só neste caso como noutros também é preciso meditar e estar atento às desgraças alheias e não andarmos por aí completamente alienados pensando muito egoisticamente só na nossa vidinha.

NINGUÉM OS COMPRA

A rapaziada de Manchester pagou cerca de 55 milhões de euros para levar daqui para fora valores do nosso futebol como Nani e Anderson. Aos nossos políticos ninguém lhes pega apesar dos esforços que eles têm feito com as suas viagens à Índia, China, Rússia e por aí fora. Nem os países do Terceiro Mundo os querem e nem de borla. Única excepção, Durão Barroso. Vá lá, de vez em quando também lhes conseguimos “enfiar uns barretes”.

Sexta-feira, Junho 01, 2007

CAGANDO-ME PARA OS OUTROS

No dia da greve geral o blog “Blasfémias” resolveu meditar sobre o problema escrevendo mais uma das suas tolices:
O direito de renunciar ao direito de greve
"Neste dia de Greve Geral podiamos discutir uma ideia engraçada: devem os trabalhadores ter liberdade para renunciar ao direito à greve? Isto é, deve um trabalhador poder assinar contratos em que abdica do seu direito à greve em troca de contrapartidas que sejam do seu interesse? Estou certo que todos os democratas concordarão que cada trabalhador deve poder decidir individualmente em relação ao seu próprio direito à greve. Trata-se de uma questão de liberdade."

Oh meus caros, mas isso já existe e não são precisos mais contratos especiais. Quem não quer fazer greve não faz e lucra com isso. Uma vez na minha empresa eu fui um dos poucos que furou uma greve e tive boas contrapartidas. Mais tarde fui promovido mesmo sendo incompetente, caí nas graças do patrão e ainda lucrei com os direitos conquistados por todos em consequência da sua luta durante a greve. Sinto-me feliz assim por viver à conta da luta dos outros e por ser um lambe-botas nojento. É muito bom ser-se livre e liberal cagando para aqueles que sofreram na pele para que hoje pudéssemos gozar da pouca liberdade que ainda vamos mantendo.

Quarta-feira, Maio 30, 2007

EM GREVE



Hoje não há "posts". Aderimos à greve geral.

Terça-feira, Maio 22, 2007

A POBRE ALDEIA

Quando se está no estrangeiro e se vêm os nossos canais de televisão de Portugal é que se percebe verdadeiramente o quanto é tão fraca e tão má a nossa informação. As pobres noticias mostram um país virado exclusivamente para dentro e ainda orgulhosamente só. Tudo o que realmente é importante no mundo passa ao de leve, quando não é completamente ignorado, nos nossos órgãos de comunicação social de televisão.
Mesmo para os que assistem no país aos telejornais, a informação apresentada é demasiadamente local ou na maioria das vezes pouco ou nada interessante.
No passado Domingo numa dessas estações, o principal jornal da tarde começou com a noticia de que tinha caído granizo em Murça. No principal serviço de noticias do dia realizado às 20horas, a segunda noticia fazia referencia a uma cena de pancadaria de que tinha sido alvo numa discoteca da capital na noite anterior um actor amador de uma novela juvenil.

Segunda-feira, Maio 21, 2007

A POBRE FORMIGA

Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar.
Produzia e era feliz.
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão.
Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada?
Contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga.
De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e ...contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito.
Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e...
admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo!
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete.
A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para a ajudar na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para
a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente.
Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes;
e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía : "Há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".

NOTA
Os personagens desta fábula são fictícios; qualquer semelhança com pessoas ou factos reais na Função Pública, é pura coincidência…

Terça-feira, Maio 15, 2007

DEPUTADOS ELEITOS PELAS EMPRESAS

A maioria da Assembleia da Republica cedeu em prejuízo dos utentes e em benefício das concessionárias das auto-estradas. Os automobilistas continuarão a pagar por um serviço que não usufruem. Segundo a nova legislação e, mesmo depois de milhares de protestos através de petições enviadas à AR, as obras nas auto-estradas podem prosseguir eternamente e por dezenas de quilómetros já que pelo facto não serão penalizadas enquanto que os automobilistas continuarão a pagar como se tudo estivesse a funcionar na perfeita normalidade independentemente de estar sujeito a outros limites de velocidade, a engarrafamentos, a má sinalização e outros perigos como por exemplo, às ultrapassagens a veículos pesados em faixas demasiadamente estreitas e limitadas por muros de betão. Em Portugal os deputados eleitos pelo povo defendem os interesses das empresas em detrimento da maioria e da justiça. É triste.

Domingo, Maio 13, 2007

ACABOU-SE A MAMA

“Num estudo realizado pela Escola de Saúde Johns Hopkins concluiu-se que as pessoas que, ao longo da sua vida, praticaram sexo oral com mais do que cinco parceiros têm 250% mais hipóteses de sofrer de cancro na garganta do que aquelas que não praticam sexo oral.De acordo com um estudo realizado na Escola de Saúde Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, isto deve-se ao facto de o Papilomavirus Humano (PVH) poder ser transmitido também através do sexo oral.”

Convém não espalhar muito esta notícia.

9 EM CADA 10 ESTRELAS USAM LUX

O Institute for Management Development diz que Portugal desceu dois lugares para o 39º na tabela da competitividade mundial. Curioso é verificar na referida tabela dos países mais competitivos faz parte o Luxemburgo que ocupa um espectacular 4º lugar. Alguém nos consegue explicar em que é que o Luxemburgo é competitivo e o que produz a bem da humanidade? Serão os famosos sabonetes LUX? Estes tipos da economia inventam cada uma.

Sábado, Maio 12, 2007

PEDITÓRIO URGENTE

No primeiro trimestre deste ano o lucro da Sonae SGPS caiu para os 14,7 milhões de euros. Os lucros da PT também baixaram 16% para os 176,6 milhões de euros.
Li esta notícia ontem e fiquei bastante preocupado. Senti mesmo dificuldades para adormecer na noite passada. A minha cabeça ficou num turbilhão. Não parava de pensar que solução encontrar por parte do povo português para salvar estas duas empresas e os seus principais accionistas de tamanha desgraça e miséria. Por favor, alguém que organize urgentemente uma petição a favor da PT e da Sonae SGPS-2007 Turbo Diesel Injecção.

JÁ PERDI O TEU VOAR

Resolvi hoje também tomar partido contra a construção do novo aeroporto de Lisboa na OTA.
Não me consigo resignar ao facto de deixar de ver os aviões a passarem rente ao tejadilho do meu carro quando circulo na 2ª circular.

Quarta-feira, Maio 09, 2007

A ESCUMALHA


Após as eleições francesas não espanta que na mesma noite e nas seguintes tenham surgido novos distúrbios nas principais cidades de França. A sociedade francesa está dividida ao meio. Sarkozy, o novo Presidente, tem que perceber que a “escumalha” quando se torna violenta não é porque nasceu assim. Mais tarde ou mais cedo os resultados de politicas de exclusão tornam-se sempre desastrosos e nessa altura vão todos que sofrer as consequências. “A escumalha” reage em França mas em Portugal ainda se mantem calma. Resta saber até quando. Dizem os números oficiais que, os salários de um trabalhador médio no nosso país subiram 15% no período compreendido entre 2000 e 2005 e que esses trabalhadores auferem em média actualmente cerca de 620 euros/mês sendo os mais mal pagos da maioria dos países europeus. Em igual período, os salários dos administradores das 20 principais empresas do nosso país subiram cerca de 220% tornando-se até nos gestores mais bem pagos da Europa apesar de Portugal não acompanhar a taxa de crescimento económico como os restantes países da Comunidade Europeia. Cerca de 20% dos portugueses vive abaixo do limiar da pobreza auferindo menos de 300 euros/mês. A “escumalha” não pára de crescer mas um dia pode ser que a “escumalha” se agite no país dos brandos costumes.

Sábado, Maio 05, 2007

TANTA INCOMPETÊNCIA

As negociações entre o Governo e os sindicatos da Função Pública vão agora entrar na sua fase final. Em cima da mesa uma das muitas propostas feitas pelo Governo prende-se com os critérios de avaliação. Nos serviços, apenas 25 por cento podem receber uma avaliação de desempenho relevante e, entre estes, cinco por cento de excelente. Conclui-se daqui que para o Governo, 75 por cento dos funcionários públicos são incompetentes, incluindo eles, os próprios governantes.

Segunda-feira, Abril 30, 2007

O CONTROLO

O militante socialista Pina Moura “vai tomar conta” da TVI por indicação da Prisa espanhola que mantem suspeitas e declaradas ligações ao partido socialista. O ex-comunista e agora gestor de sucesso, em entrevista à RTP não se mostrou muito incomodado com a questão dos órgãos de informação apoiarem editorialmente determinados partidos políticos. Deu como exemplo o que se passa em Espanha ou em França e até nos próprios Estados Unidos. Neste aspecto, temos muita inclinação para importar o que de errado se faz lá por fora e não o que de melhor existe. Não é grave que Pina Moura pense assim, ele é principescamente pago para isso. Grave é que determinados comentadores e jornalistas da nossa praça já apadrinhem também tal ideia e a achem perfeitamente natural. Que conceito tem toda esta gente do que deve ser a informação? Continuamos a ir pelos maus caminhos.

Sábado, Abril 28, 2007

E HÁ TANTOS

Pior do que um analfabeto e ignorante só mesmo um intelectual convencido da sua superioridade.

Quarta-feira, Abril 11, 2007

O NAUFRÁGIO

O caso da Universidade Independente é um dos exemplos mais conclusivos para percebermos como funciona Portugal. A sociedade liberal é contra o Estado. Só vê virtudes e solução para todos os males na iniciativa privada. Aos poucos a história vai demonstrando que não é bem assim mas parece que ninguém quer ver. Não quer compreender que certos sectores da vida social não são negócio ou pelo menos não deveriam ser. A saber, os casos da saúde, da educação já para não falar no da informação. São bens essenciais da vida, de progresso e do bem-estar. Na saúde, apesar de tudo, e depois de inúmeros casos sucedidos nos hospitais privados parece que só nos hospitais do Estado os doentes depositam alguma confiança sobretudo graças ao seu pessoal qualificado. E só não funcionam melhor porque há interesses em defesa das instituições privadas que limitam o funcionamento e a qualidade dos hospitais públicos. No ensino superior e, se exceptuarmos o caso da Universidade Católica, fica-se com a sensação, depois dos escândalos vividos com a Moderna e a Independente, que um “canudo” só tem alguma credibilidade quando conseguido através das universidades estatais. Tanto nos hospitais ou nas universidades públicas ainda se vão mantendo os melhores profissionais apesar de mal tratados na maioria das vezes. A nossa formação é atrasada e deficiente e a nossa saúde está gravemente debilitada. Claro que o Estado não está isento de culpas para não dizer que ele é mesmo o único culpado pela situação vivida. O Estado gere mal os seus bens, muitas das vezes até ao caos absoluto e propositadamente para dar assim lugar aos privados que por sua vez e graças à falta de fiscalização adequada e de princípios também presta maus serviços ao país explorando trabalhadores e servindo deficientemente os utentes. O Estado deveria ter a exclusiva responsabilidade para que tudo funcionasse convenientemente quer nas suas próprias instituições quer nas privadas a quem autoriza determinadas funções quando Ele próprio abdica de as gerir. Graças aos diversos governos que os portugueses elegeram após o 25 de Abril de 74 que o Estado foi responsável pela nomeação dos inúmeros gestores das empresas publicas, a maioria das quais obedecendo a critérios obscuros, coniventes e partidários pondo de lado a capacidade profissional e a responsabilidade daqueles. O bem público foi delapidado ao longo dos anos com diverso tipo de decisões no mínimo incompetentes para não dizer fraudulentas por parte de certos gestores da era moderna e a quem nunca foram sacadas responsabilidades e nem sequer sujeitos a investigação. Assim, ao longo dos anos foi-se criando a ideia de que o Estado não é capaz em vez de se discutir com seriedade e objectividade “os porquês” de tamanho caos. Entretanto os tais gestores das empresas publicas foram saltitando de “poleiro em poleiro” e “sacando” chorudas indemnizações sempre que mudavam de “poiso” para além de garantirem um futuro risonho nas empresas privadas graças aos favores prestados em prejuízo do erário publico enquanto seus responsáveis e beneficiando os negócios e as empresas do seu circulo de “amiguinhos”. É assim que se funciona em grande escala em Portugal, não tenhamos grandes dúvidas quanto a essa matéria. Não queiram os políticos sacar responsabilidades aos trabalhadores portugueses, transmitindo-lhes a ideia de que no fundo são uns privilegiados e que os direitos que adquiriram foi um erro tremendo do sistema e que agora há que prescindir deles para garantir um futuro melhor. “Balelas”. Os trabalhadores portugueses são os mesmos que também trabalham lá fora em países mais desenvolvidos e profundamente mais democráticos e civilizados mas que não são geridos por gente desta “estirpe”. A gestão do nosso país, quer no sector público quer no sector privado, é uma verdadeira lástima. É um verdadeiro caso de policia. O essencial da questão não se põe em termos de privado ou publico como nos querem fazer crer meia dúzia de “cães de guarda” que escrevem nos jornais e falam nas televisões. Para além da falta de qualificação da grande maioria dos nossos gestores e governantes, o nosso problema assenta essencialmente na problemática da corrupção e a solução, para uma grande maioria dos nossos problemas, só passa exactamente por uma mega investigação de toda a gestão danosa do erário publico dos últimos 31 anos com a consequente punição dos seus responsáveis para que desta forma as futuras gerações aprendam a ser mais honestas e consigam ainda salvar Portugal. O problema é que o tempo vai escasseando para se evitar o “mundo cão”. A precariedade dos trabalhadores vai-se acentuando tal como os “tubarões” da nova economia pretendem para melhor reinar, o terror está instalado e a lei da sobrevivência levará a que muitos não denunciem as “manobras” engendradas pelos altos responsáveis das empresas e já nem sequer podem contar com a comunicação social porque também essa já está praticamente entregue aos “comerciantes” que nos vão entretendo com “fait divers”. Agora é Balsemão, proprietário da SIC, que trata com o líder partidário do maior partido da oposição de Portugal a privatização do principal canal público de televisão. Assim se gere o país.

Sábado, Abril 07, 2007

E DARÁ PARA VER?

Deixa-me pedir o CANUDO ao Engenheiro (?) Sócrates para ver o Sporting a jogar esta noite em Braga.

Segunda-feira, Março 26, 2007

À CONQUISTA DO ESTADO

“Nunca ninguém conseguiu definir satisfatoriamente o chamado serviço público de televisão. Por um bom motivo, o serviço público de televisão é um eufemismo para o domínio do governo sobre a televisão. O que devia bastar para que ele se abolisse.”
São palavras de Vasco Pulido Valente na sua ultima crónica de sábado no jornal “O Publico”.
No derradeiro mês VPV escreveu duas vezes fazendo o elogio de Paulo Portas e duas vezes criticando severamente a RTP pondo em causa a sua existência mais concretamente o seu dever de prestação de serviço público. O país., segundo o historiador, parece ter o seu futuro dependente da ascensão de Paulo Portas e da abolição da estação pública. O problema não está em VPV pensar desta forma mas sim na campanha que desde sempre surgiu na imprensa privada, sobretudo no jornal de Belmiro de Azevedo, contra os bens públicos como é por exemplo no caso da televisão do Estado. Diz um ditado popular, que “água mole em pedra dura tanto dá até que fura” e o que preocupa é que no caso concreto, este tipo de conversa de meia dúzia de cronistas que, têm o privilégio de escrever nos jornais que a classe politica mais consulta e por onde muitas vezes se guia porque ausência grave de ideias próprias, pode originar danos graves nos cérebros desta ou dos futuros governantes e levá-los a decisões altamente prejudiciais ao bem publico.
É importante que se discuta sobre as obrigações e a gestão do serviço público mas não nos termos perversos e muitas das vezes suspeitos como tem acontecido com estas mentes neo-liberais potencialmente frustradas, pessimistas, derrotistas mas ao mesmo tempo privilegiadas e confortavelmente acomodadas na vida.
A grande questão, diga-se que legitima, é encontrar a fórmula ideal para se evitar a governamentalização de certas instituições como por exemplo no caso particular na comunicação social do Estado. É aí que deveria residir a discussão pública e seria com certeza mais saudável e proveitosa.
Os portugueses saberiam acolher com agrado a iniciativa de um pacto de regime fundamental que contemplasse regras muito precisas para o serviço público de rádio e televisão, como por exemplo no que toca à tal desgovernamentalização da RTP, que passaria necessariamente pela nomeação dos seus gestores por entidades credíveis e independentes. Só aqui se encontrariam as maiores dificuldades.
De resto e ao contrário do que se possa pensar e se quer transmitir, não é assim tão difícil construir-se no futuro, apesar do tempo que já se perdeu, um verdadeiro serviço público de rádio e televisão. Bastará que na televisão e na rádio do Estado trabalhem os melhores profissionais, que as regras da sua admissão sejam exigentes e transparentes, sujeitas a concurso público, e que eles próprios participem activa e criativamente nos destinos da Empresa. São os profissionais que fazem as empresas e quanto mais capacitados eles forem mais garantido estará o futuro destas. Com os melhores profissionais do mercado far-se-á consequentemente televisão de qualidade, quer se produza uma peça de teatro, um telejornal, um telefilme ou uma transmissão de futebol. O serviço público surgiria aos olhos de todos naturalmente e os portugueses agradeceriam.
Por outro lado, não nos venham também limitar a discussão do serviço público de televisão à existência nesta de transmissões de jogos de futebol, isso é simplesmente querer deitar-nos poeira para os olhos. Alguns intelectuais, por demonstrarem aversão ao futebol, acham que este quando emitido não cumpre as regras, só por eles estabelecidas, e que portanto tais transmissões não fazem parte do chamado serviço público. Esquecem no entanto que não é por acaso que a generalidade da imprensa privada dá também grande destaque informativo àquela modalidade nas suas primeiras páginas, inclusive na imprensa considerada de referência que tais intelectuais utilizam quer como consulta, quer como veículo de transmissão das suas ideias. O que o é importante para o público é que tudo se faça com rigor, transparência e elevada qualidade. Para que tal aconteça é apenas necessário criar regras, investir, juntar os melhores e impor o bom senso.
O problema do serviço público é exclusivamente político. O Estado é nosso, compete-nos defendê-lo, torná-lo competente e não aboli-lo porque essa é a nossa obrigação mas mais, é sobretudo uma garantia para o nosso bem. Não está nas mãos da iniciativa privada a salvaguarda do nosso futuro mas sim e principalmente em nós próprios. Ter a capacidade de gerir os nossos destinos é evitar o suicídio colectivo.

Terça-feira, Março 20, 2007

TOCA A RECOLHER

Já tinham arrumado as roupinhas de inverno?

Domingo, Março 18, 2007

O PUBLICOZINHO

A nova época da Fórmula 1 arrancou. Pela primeira vez, e desde há muitos anos, o público português tem agora que pagar para assistir a esta competição do campeonato do mundo. O monopólio da Sportv reforçou-se depois da lamentável desistência da RTP. Alguém consegue explicar porque é que o campeonato do mundo de futebol é considerado serviço público e, como tal obrigatoriamente transmitido em canal aberto e o campeonato do mundo do topo do automobilismo não é? As minorias nunca foram público.

Quinta-feira, Março 15, 2007

A TELEVISÃO PORTUGUESA

Na passada semana a RTP completou 50 anos de emissões regulares. Festejou-os com pompa e circunstancia como de uma maneira geral o faz qualquer cidadão quando comemora meio século de existência. Ao longo de todos estes anos crescemos também com a televisão pública. Com ela aprendemos e desaprendemos, sorrimos e emocionámo-nos, irritámo-nos e também aplaudimo-la, vivemos de tudo frente ao écran. A RTP e tal como a generalidade de todas as televisões do mundo, ofereceu-nos do melhor e do pior. Está na nossa vontade sabê-la usar como está nas mentes de quem nela manda saber aliciar ou alienar. A televisão tem um mistério, a generalidade das pessoas fala mal dela mas todos a querem ver.
A RTP está em festa mas nem por isso deixou de ser o “bombo da festa” às mãos dos mesmos maldizentes de sempre e aos suspeitos do costume, mais manipuladores do que a própria RTP que tanto acusam de manipuladora. Na primeira linha está sobretudo o jornal “O Público” com o seu director, José Manuel Fernandes, o seu critico de televisão, Eduardo Cintra Torres e os seus cronistas, Pacheco Pereira e Vasco Pulido Valente. Cada um no seu estilo próprio e que talvez, quer pelo seu comportamento habitual ou pelos particulares interesses de que são habituais e acérrimos defensores, não mereçam qualquer crédito naquilo que dizem, ou seja, seguindo o provérbio popular, talvez fosse preferível, “deixar os cães ladrar enquanto a caravana passa”. Mas os “cães de guarda” mordem e são raivosos logo há que defendermo-nos da matilha.
Todas estas personalidades em determinadas alturas das suas vidas já “mamaram” na “teta” do Estado que agora tanto criticam.
José Manuel Fernandes não merece especiais comentários, aquele que já por várias vezes foi comentador da RTP e que nessa altura nunca atacou a estação pública, espuma pela boca agora que não surge nos écrans da televisão sobretudo porque o jornal que dirige está em guerra aberta com a televisão do Estado. Quando os interesses particulares se sobrepõem ao interesse geral não vale a pena dar grande atenção a este tipo de gente já para não falar no estilo medíocre dos editoriais deste jornalista, ex-figura da extrema esquerda portuguesa e agora conotado com vários interesses sobretudo daqueles ligados ao mundo da alta finança ou da politica externa norte americana. Coitado, tenta fazer pela vida como tantos outros, se não fosse assim como é que este tipo de gente se governaria?
Também não valerá muito a pena gastar energias a ler a opinião televisiva de Eduardo Cintra Torres. Mantém um ódio visceral à estação pública para quem já trabalhou na feitura de uns documentários que pelos vistos não ficaram na história da televisão em Portugal. Se todos os seus projectos apresentados aos programadores da RTP fossem aceites talvez o senhor não escrevesse nada daquilo que actualmente redige. Ter uma personalidade honesta é tarefa para muito poucos.
Quanto a Pacheco Pereira, a raiva que denota à comunicação social do Estado já vem de longe, excepto quando militava no MRPP e apregoava a colectivização de todos os bens da sociedade. O homem mudou radicalmente mas manteve-se radical e ainda mais fanático resvalando mesmo para o estado doentio. Agora vomita contra a comunicação social do Estado e só vê virtudes na iniciativa privada. Critica a manipulação da RTP mas ele próprio manipula os seus leitores senão atente-se em alguns pormenores na sua crónica no jornal “O Publico” sobre os 50 anos da RTP:
“O país ficava muito melhor sem televisão pública, o que inevitavelmente irá acontecer a prazo, com o inevitável atraso com que fazemos estas coisas, e depois de muitos milhões de euros de dinheiro gastos em vão”. O Pacheco aponta o nosso atraso nestas coisas mas não nos diz quais são os países do mundo mais apressados e desenvolvidos que tenham prescindido da sua estação pública de televisão. Que se saiba, nenhum. Se isto não é manipulação, PP deveria tentar explicar-nos o que entende por manipulação e isenção. Mas Pacheco diz mais:
“ Vale sempre a pena repetir que não há nada que a RTP hoje faça, mesmo como instrumento da política externa, que se não possa contratualizar com as privadas, com muito menos custo e muito mais controlo. Pode-se garantir serviço público sem televisão pública, sem televisão do Estado”.
Ou seja, Pacheco acha que o Estado deve pagar aos privados para que eles façam serviço público. Quem é que lhe disse que é vocação dos privados fazer serviço publico? E quem é que lhe disse que os portugueses querem que os privados façam e acreditem na qualidade desse serviço publico? E o que entende por serviço público? Será televisão feita por amadores e gente barata em que os privados gostam muito de apostar para conter custos? "...Com muito menos custos..." mas à custa de quem? Das condições precárias dos trabalhadores dessas estações privadas de televisão? Por acaso o Pacheco Pereira já procurou investigar em que condições laborais funcionam os trabalhadores dessas empresas? Talvez não, PP só lida com administradores, directores e ½ dúzia de jornalistas bem colocados no sistema e na engrenagem. Não repara naqueles que tratam do seu áudio da sua cenografia ou da sua imagem. “…Com muito mais controlo…” Mas a que tipo de controlo se refere Pacheco Pereira? À manipulação agora feita e paga às entidades privadas de televisão? PP não quer o Estado mas quer o Estado a pagar e a controlar. Pacheco Pereira é o exemplo acabado do liberal ditador. E PP continuou:
“Quanto ao entretenimento, em particular as doses maciças de futebol, o seu papel circense é conhecido como forma de distracção cívica…”
Pacheco Pereira sempre teve um problema com o futebol de que o povo tanto gosta, Pacheco é o liberal que quer impor ao povo aquilo que o povo não quer. Pacheco pensa que a nível do desporto a RTP só transmite futebol. Ainda não reparou que a estação pública divulga também as modalidades desportivas amadoras que nenhuma estação privada de sinal aberto faz questão em emitir porque lhes não são rentáveis. Por falar em doses maciças, PP já terá reparado nas edições do jornal de "referência"(?) onde escreve que em 12 páginas de actualidade 5 são dedicadas ao desporto e 7 às notícias de Portugal? Que percentagem representa no seu todo tal volume de noticias sobre desporto? São contas que também não se preocupou fazer porque são contas simples, prefere destacar que o serviço publico de televisão custa milhões ao Estado mas é incapaz de ser prático dizendo que o serviço publico de televisão feito pela RTP custa menos que 25 euros por ano, cerca de 2 euros por mês a cada português. Falar de milhões impressiona sempre mais. Não se tratará também de mais uma forma de manipulação saloia da opinião pública? Que estilo de isenção e rigor defende PP para os órgãos de informação? Uma conduta semelhante à sua em que colaborando assiduamente numa estação de televisão privada critica amiúdas vezes a televisão do Estado? Pacheco Pereira, que quer fazer passar uma imagem de personalidade independente, é perigoso porque manipula nos jornais e na televisão, porque milita num partido, o PSD, e para o qual escreve actualmente o seu programa politico de futuro e ainda porque tem um blog relativamente influente onde não admite comentários dos leitores publicando apenas os mails que lhe são enviados e que posteriormente escolhe conforme os seus interesses.
Por último, um reparo à critica feita por Vasco Pulido Valente. No dia 7 de Março o homem acordou indisposto e impressionou-se com as festividades da RTP. Vai daí arrasou completamente a estação. Sem dó nem piedade e de alto a baixo. Em 50 anos de emissões, VPV nunca viu nada de bom nos écrans da televisão. Nunca assistiu a um debate ou a uma entrevista interessante, nunca se sentiu informado por breves segundos, nunca se admirou com um espectáculo de qualquer tipo, nunca se emocionou com uma transmissão. VPV tratou a RTP como uma estação amadora e de amadores. Desprezou os seus profissionais que nela trabalharam e trabalham e não reconheceu competência a qualquer um deles só pelo simples facto de eles terem a “infelicidade” de trabalharem para o Estado.
No dia do seu aniversário parece que a RTP arrasou a concorrência em audiências, (há quem nesse dia tenha deselegantemente gasto bem mais para fazer um espectáculo grandioso mas sem resultados práticos). O público aderiu à festa, reconheceu que aquela é uma televisão com história e percebeu que aquela estação mesmo não sendo perfeita, longe disso, é ainda a televisão dos portugueses porque é do Estado e que o Estado por enquanto ainda é português. Existe público que dispensa 4 horas seguidas de telenovelas no seu "prime-time", que dispensa os intervalos enormes de publicidade e de venda da "banha da cobra" de que as estações privadas precisam para sobreviver e que se calhar não se importa de pagar cerca de 2 euros por mês para ter uma alternativa. É preciso que fique claro que, ao contrário do que se pensa, os tais contribuintes de que tanto falam também pagam as estações privadas e que não têm nenhuma garantia de isenção e independência nem tão pouco de qualidade na sua programação. Há bastantes exemplos que o demonstram. Deixem-nos então viver com tudo isto e não nos venham os “modernos liberais” impor só uma única via. Deixem-nos escolher e decidir. Que se saiba o povo português ainda não exigiu a privatização da RTP.
A estação pública faz 50 anos. Pelo menos fica-nos bem dar os parabéns à maioria dos seus profissionais e pedir-lhes que tentem respeitar sempre o público procurando para tal ser excelentes profissionais. Se assim for há já alguma garantia de serviço público.

Sábado, Março 03, 2007

ISTO É UMA ESPÉCIE DE MAGAZINE

O país anda entretido. A OPA da PT diverte os parolos. Joga-se o monopólio. Quem vai ficar ainda mais rico? O Belmiro de Azevedo ou os grandes accionistas da PT como o BES ou Joe Berardo? Todos prometem milhões aos simpatizantes das suas causas. Depois na hora de pagar vão ter que reduzir custos na empresa. Como? Como sempre, despedindo mais uns trabalhadores e explorando os restantes. Em termos gerais a comunicação social promoveu condignamente o festim. O jornal de Belmiro, "O Público", demonstrou neste capitulo o seu "rigor, isenção e bom senso". Na sua coluna de última página, "EM ALTA E EM BAIXA", numa semana colocou em "EM BAIXA" o actual administrador da PT e adversário da Sonae, Henrique Granadeiro, e na seguinte colocou "EM ALTA" Paulo Azevedo, o filho do patrão. Porque é que os jornais estão em crise? Será só por causa das novas tecnologias?

Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

O MESMO DE SEMPRE

O ex-comunista Vital Moreira também já afina pelo mesmo diapasão dos tempos modernos. Nesta terça-feira de Carnaval, surgiu com a sua nova máscara em artigo publicado no jornal “O Publico” a propósito da revolução na função pública.
…”Os funcionários públicos gozavam de regalias específicas face aos trabalhadores do sector privado em numerosos aspectos, como por exemplo, segurança absoluta no emprego, aposentação, horário de trabalho, férias, faltas, assistência na doença...”
Ai Nosso Senhor nos valha oh Vital, tantos pecados cometidos pelos funcionários públicos, como é possível que tenham tido estas regalias (não direitos) que os do sector privado não tinham? Não senhor, isto não pode continuar, temos que lutar pela igualdade, os funcionários públicos devem também ser explorados como os do sector privado, tal como no antigamente quando tu eras comunista e lutavas para que os ricos fossem também como os pobres.
O Moreira, seguindo as novas mentalidades quer que tudo seja nivelado por baixo. A sua preocupação não são as condições precárias em que trabalham os trabalhadores do sector privado mas sim alguns direitos conquistados depois do 25 de Abril de 1974 pelos trabalhadores da função pública. Mas o Vital diz mais na sua crónica de hoje:
…”Não se vê por que é que os funcionários públicos hão-de ter um horário de trabalho menor, férias mais prolongadas ou um regime de faltas mais favorável…”
Oh Moreira, e porque não hão-de ter? E porque não pões a questão ao contrário, ou seja por que é que os trabalhadores do sector privado não hão-de ter menos horas de trabalho e férias condignas?
E o Vital continuou a vomitar para cima da malta:
“…Por outro lado, a aplicação do regime do contrato individual de trabalho na administração publica não pode deixar de implicar certas adaptações (em matéria de recrutamento, de incompatibilidades e acumulações, de contratação colectiva, etc.), de modo a respeitar os princípios constitucionais da igualdade de acesso, da imparcialidade e da prossecução do interesse público…”
Lá estás tu oh Moreira, o espírito comunista ainda não te abandonou totalmente. Tu queres todos iguais na miséria. Já agora olha lá, oh Vital, por acaso ainda usufruis daquelas regalias de teres direito à reforma após dois mandatos como deputado na Assembleia? Foram os deputados como tu legislaram em matéria de regalias os direitos dos deputados, não foram? Ou estarei enganado?

O FADO

" Portugal é um dos países da União Europeia onde o risco de pobreza é mais elevado, sobretudo entre as pessoas que trabalham, apesar de vários Estados-membros terem níveis de riqueza muito inferiores."

Domingo, Fevereiro 18, 2007

MAS QUE CHATICE

A manchete do jornal “O Público